• Boa noite, Salto Morato

    Você sabe que quanto mais conservado o ambiente, maior a probabilidade de o céu estar limpo. E que quanto mais o céu estiver limpo, maior a probabilidade de vermos as estrelas durante a noite. Certo? Pois no final de julho deste ano, em uma noite fria de inverno, se você olhasse para cima estando em qualquer parte da Reserva Natural Salto Morato, tudo o que você veria era um painel gigantesco e escuro, cheio de astros brilhando por todos os cantos. Embora seja algo comum por lá, ainda assim sempre surpreende.


    Vale lembrar que nas cidades, por conta da poluição visual das luzes e também da fumaça de carros e indústrias, o céu nem sempre é tão escuro assim. À noite, é comum que se torne alaranjado e com nuvens de poluição que demoram a se dissipar e acabam cobrindo as estrelas. Em áreas naturais bem preservadas, a visualização é garantida se não estiver nublado! ;)


    Os colaboradores da Reserva Natural Salto Morato já cansaram (sqn!) de ver esse céu lindo. E você: quando vai fazer uma visita pra gente e ‘contar estrelas’ de perto? =)


    Os dois registros abaixo foram feitos às 21h. Vejam:


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    Neste segundo, feito poucos minutos depois, conseguimos enxergar o que parece ser a passagem de uma estrela cadente, bem ao canto superior direito da foto:


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    Fotos: Carlos Verginio

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    notes Comum, mas nem tanto

    O Cerrado tem mais de 800 espécies aves registradas, de acordo com dados do governo brasileiro. Com tanta biodiversidade assim, tem de todos os tipos e para todos os gostos: o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), o jaó (Crypturellus undulatus), o pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias) e uma série de outras gracinhas vivem nobioma. Lá na Reserva Natural Serra do Tombador, nossa unidade de conservação no Cerrado de Goiás, temos a sorte de ter sempre a presença de uma em especial: a jandaia-verdadeira. Ou, como a ciência a nomeia, a Aratinga jandaya.


    Você a conhece? São cerca de 130 gramas distribuídos em 30 centímetros de comprimento. Embora tenha ocorrência em vários estados do Brasil – leste do Pará, Roraima, Maranhão, leste do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Tocantins e nordeste de Goiás – não se trata de uma ave fácil de ser avistada voando por aí. Além disso, uma coisa é fato: pode ser bem difícil identificá-la. Há no Brasil outras duas jandaias: a jandaia-amarela (Aratinga solstitialis), que faz jus ao seu nome em sua coloração e a jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus), que não por acaso possui uma mancha avermelhada acima do bico. Já a nossa amiguinha, bonita que só, mistura características das duas. Olhem as fotos feitas na Reserva:



    Fotos: André Ferretti/Acervo Fundação

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    notes Pedalando para Salto Morato

    Nos dias 7 e 8 de agosto, alunos de Oceanografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) participaram de uma saída de campo como atividade da disciplina ‘Turismo e Natureza’. O objetivo era realizar uma ‘Avaliação Turística Rápida’, como eles chamam, na estrada que liga Antonina a Guaraqueçaba, município que abriga a Reserva Natural Salto Morato, no litoral paranaense. Dois detalhes: a viagem até a Reserva foi feita de bike e a maior parte da estrada é de terra! Aventura garantida!


    Todo o esforço da equipe vai ter uma recompensa à altura: os dados obtidos serão utilizados na estruturação de um roteiro cicloturístico e contribuirão com o desenvolvimento do turismo na região. Além disso, o trabalho dos estudantes servirá para divulgar as viagens de bicicleta no litoral paranaense, como uma forma adicional para conhecer a bela região. Lá em Salto Morato, eles ficaram hospedados no camping da Reserva e a galera ainda fez uma caminhada pelas trilhas interpretativas do Salto e da Figueira.  Olha só o pessoal posando para uma foto na entrada da Reserva:


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    Foto: Alan Ayres/Acervo Fundação

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    notes Anta ‘se solta’ em série de fotos na Reserva Natural Salto Morato

    Ela chegou tímida, rasteira e tentando evitar qualquer tipo de barulho. Em sua primeira visita, ela parecia bastante acanhada. Aliás, até mesmo os seus passos, a fim de deixar poucas pegadas, foram bastante sutis. Porém, dessa vez não teve jeito. Aliás, teve jeito sim: parece que nossa amiga anta (Tapirus terrestres) se sentiu super à vontade na Reserva Natural Salto Morato, nossa área de Mata Atlântica conservada no Paraná. E mais: parece até muito desinibida frente às câmeras. Vocês podem conferir tudinho nas fotos abaixo.


    Primeiro, uma de perfil:



    Na sequência, uma do ombrinho:



    E, como se não bastasse tanta ousadia e alegria, ainda tem isso aqui. Olhem só:


    Pois é. A nossa amiga parece realmente ter gostado das trilhas de Salto Morato e, esperamos nós, que ela volte sempre para nos presentear com o ar da sua graça. Ela não é a primeira da espécie a aparecer por lá e esperamos ver muitas outras ainda. Se você quiser conferir mais informações sobre o animal, – que é a maior espécie de mamífero da América do Sul –contamos mais aqui, é só clicar: http://goo.gl/2Ebg2w


    Imagens: Acervo Fundação

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    notes As árvores somos nós

    Na terceira semana de julho, em uma quarta-feira ensolarada, eu tive o privilégio de, pela primeira vez, visitar a Reserva Natural Salto Morato. Esse ‘pedaço de paraíso na terra’ (é inevitável fugir do clichê nesse caso) fica lá em Guaraqueçaba, uma cidade do litoral paranaense. Antes de qualquer tentativa da minha parte em explicar sobre como é estar em um lugar desses, preciso dar um conselho a vocês, leitores do Direto da Reserva: quando tiverem uma oportunidade, não desperdicem e visitem alguma das muitas Unidades de Conservação espalhadas pelo Brasil. Existem várias delas. Dito isso, agora podemos prosseguir.


    Por lá, depois de um percurso de carro repleto de paisagens dignas de filmes, eu pude encontrar, além da fauna e da flora locais, uma equipe determinada e movida pelo profissionalismo e pelo amor ao meio ambiente: administrador, pesquisadores, colaboradores, estagiários e voluntários. Todos trabalhando em equipe para garantir que as gerações futuras conheçam a sensação única de estar em contato com a natureza. Sem contar o principal: uma área de 2.253 hectares de Mata Atlântica em ótimo estado de conservação. Quando alguém te falar que palavras não são suficientes para descrever certas coisas, lembre-se de Salto Morato.


    Nos três dias que passei por lá, a sensação, basicamente, era a mesma de estar em um retiro espiritual. Quero dizer: nada de buzinas de carro, nada de trânsito, nada de correria. Apenas os sons das aves cantando, dá água da cachoeira caindo e a paz que a natureza tanto sabe nos proporcionar. Quem vive em uma metrópole como eu, sabe exatamente do que estou falando. Aliás, ouso dizer que uma experiência como essa se trata de uma das mais funcionais terapias. Em outras palavras, é um choque no melhor sentido da expressão. 


    Existem vários motivos para visitar uma área natural nativa como Salto Morato  - desde exercício de autoconhecimento até a necessidade de respirar, de vez em quando, um ar mais puro. E tenho certeza, por mais longo que esse texto fosse e por mais adjetivos que eu usasse por aqui, nada substitui uma visita ao local. E, uma vez que estiver lá, você entenderá o quão importante é conservamos lugares como esse. Afinal, eu saí de lá com a certeza de uma coisa: estamos todos conectados à natureza - as árvores, os animais e toda a biodiversidade somos nós mesmos e todo e qualquer cuidado ainda é pouco.

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    Allan Cândido é jornalista e visitou Salto Morato a convite da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

  • O que é um boiler?

    De forma direta e resumida, vamos logo responder à pergunta-chave deste texto: boilers são armazenadores térmicos para água aquecida. A palavra, de origem norte-americana, é uma abreviação de boiling – que no idioma falado na terra do Tio Sam significa fervura ou fervente. A maioria das casas e instalações com sistema de aquecimento possui um processo responsável por armazenar e distribuir água quente para torneiras e chuveiros – e na Reserva Natural Salto Morato, como não poderia deixar de ser, optamos por um mecanismo de fonte renovável. Vejam algumas fotos:


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    Vocês devem estar se perguntando o que seriam essas placas instaladas no telhado. Acertamos? Bom, vamos explicar também: essas chapas funcionam como coletores de energia solar. Por trás delas, passam serpentinas com água fria. A radiação acumulada nesses painéis é convertida em calor, que prontamente segue para os boilers, onde permanece armazenada . A ‘mágica’ está feita – e sem a utilização de energia elétrica. Agora, lá na Reserva todo mundo pode usufruir do sistema, seja para tomar banho, lavar as mãos e até mesmo a louça suja. :)


    Fotos: Acervo Fundação

  • Salto Morato recebe participantes da 19ª ‘Expedição Mata Atlântica’

    Como vocês já devem ter reparado, a Reserva Natural Salto Morato recebe constantemente todos os tipos de visitas – seja de pesquisadores ou amantes da natureza. Em 22 de julho, por exemplo, foi a vez de um grupo de participantes da 19ª  ‘Expedição Mata Atlântica’, que fazem parte do curso de Ecologia e Conservação da Mata Atlântica da ONG Grupo Brasil Verde (GBV), de Minas Gerais.


    Para saber mais detalhes, o Direto da Reserva falou com Alan Ayres, administrador da Reserva : “os participantes desse curso tiveram a oportunidade de conhecer de perto nosso trabalho para a conservação da Mata Atlântica, o que certamente contribuirá para a disseminação do trabalho que realizamos na Reserva.”


    O curso de Ecologia e Conservação da Mata Atlântica tem como objetivo apresentar diferentes estratégias de conservação da natureza e estimular discussões sobre ecologia e conservação do bioma. Abaixo, a foto dos dez integrantes da equipe visitante junto de dois colaboradores de Salto Morato:



    Foto: Alexandre Bedin/Acervo Fundação

  • Combate contra queimadas: quais são os equipamentos necessários?

    Para um combate eficiente contra queimadas, a equipe de brigadistas da Reserva Natural Serra do Tombador deve manter ferramentas e equipamentos sempre por perto e preparados para o uso. E estes, para uma maior eficiência e agilidade, precisam ser versáteis, portáteis, resistentes e, sobretudo, simples.


    Podemos classificá-los em equipamentos de proteção individual (óculos, luva, balaclava, capacete), equipamentos de uso individual (cantil, lanterna, apito), ferramentas manuais (enxada, rastelo), equipamento manual de água (bomba costal) e equipamento manual de aplicação de fogo (pinga fogo). 


    Abaixo, você pode conhecê-los melhor:



    Acima, na sequência: abafador, pinga fogo, bomba costal, rastelo, ancinho, picareta e enxada.



    Abaixo, um dos integrantes do grupo vestido a balaclava para proteger o rosto:



    Por fim, veja a equipe se preparando para mais um treinamento na Reserva:



    Fotos: Acervo Fundação

  • Abacaxi, ananás ou bromélia?

    Você gosta de abacaxi? Conhece as bromélias? Sabia que eles fazem parte da mesma família?


    Pois bem, pode parecer um pouco confuso, mas os abacaxis, também conhecidos como ananás, são da família Bromelicae, a mesma das bromélias.



    Esta espécie da foto, inclusive, é chamada de ananás, mas é uma bromélia e não é de comer. ;) Seu nome é Ananas bracteatus, devido à semelhança com a fruta. Um dos seus nomes populares, inclusive, é abacaxi-ornamental.


    O abacaxi-ornamental ocorre em toda a América do Sul. Ele floresce espontaneamente, em qualquer época do ano. Este exemplar foi clicado na Reserva Natural Salto Morato e identificado com a ajuda da botânica Marília Borgo.



    Viram só? É praticamente um abacaxi não comestível cor-de-rosa!


    Fotos: Acervo Fundação / Maricy Rizzato Vismara

  • Nossas mudas, suas mudas

    O viveiro de mudas da Reserva Natural Serra do Tombador é bastante ativo. Recentemente, diversas mudas de plantas nativas do Cerrado cultivadas no viveiro ganharam um novo lar para chamar de seu: exemplares de cajuzinho-do-cerrado, jatobá, mangaba, mutamba, aroeira, mama-cadela e baru saíram da Reserva e foram direto para o Parque Municipal do Lava-Pés no município de Cavalcante.

    Para realizar o plantio, a equipe do PrevFogo (IBAMA) e os alunos da Escola Estadual Elias Jorge Cheim trabalharam juntos. Agora é esperar até que as mudas virem grandes árvores. Veja as fotos abaixo:

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    Fotos: Acervo Fundação