• Mais um pro bando!

    Os ares da Mata Atlântica paranaense andam mais agitados nos últimos tempos. Isso porque, recentemente, a lista oficial de aves da Reserva Natural Salto Morato ganhou mais uma integrante. O novo membro do bando é conhecido como gavião-miudinho ou gavião-caçador-pequeno (Accipiter superciliosus). Com isso, agora, oficialmente, são 325 espécies registradas no local!


    Medindo cerca de 26 centímetros e considerado um dos menores gaviões do mundo, pouco se sabe sobre os hábitos desse animal. Podemos dizer que ele se alimenta de outras aves, como o beija-flor, e costuma habitar regiões de matas baixas e emaranhadas, bem como a copa das árvores.


    O gavião-miudinho é uma espécie rara de ser avistada, embora já tenha sido registrado pelo menos cinco vezes na Reserva Natural Salto Mo­rato e, dessas, três estão catalogadas no Portal WikiAves, site direciona­do à comunidade brasileira de observadores de aves.


    Abaixo, o momento do registro na Reserva:


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    Foto: Eduardo Carrano

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    notes Poça pra você, berço pra eles

    Se um dia você tiver a oportunidade de caminhar pelas trilhas da Reserva Natural Salto Morato, tenha a certeza de que você poderá ser surpreendido. Afinal, o local protege 2.253 hectares de Mata Atlântica e, como nos mostra a cartilha da natureza, tudo pode acontecer em ambientes como esse. Por exemplo, às vezes o que parece uma simples poça d’água é, na verdade, um berçário para algumas espécies. Quer ver só?



    Um simples buraco na terra coberto de água… Certo? Errado. Essa pequena poça pode ser o berço não só de uma, mas de várias espécies de anfíbios, como sapos, rãs e pererecas. As fotos que ilustram esse texto foram tiradas durante uma das atividades rotineiras de patrulhamento que a equipe da Reserva faz pelas trilhas para a fiscalização do local.



    Anfíbios, segundo o significado do seu próprio nome, são espécies que durante a vida passam por duas importantes etapas: uma aquática e uma terrestre. É por isso que, em períodos de reprodução, eles retornam para ambientes úmidos, onde machos e fêmeas se encontram para constituir uma nova família. O processo se dá por meio de ovos chocados nesses lugares, pois a água protege os ovos da radiação solar e de possíveis impactos. No entanto, a classe dos anfíbios pode apresentar até 39 tipos de reproduções distintas. Que beleza, não é? Pois então, agora que você já sabe, tome nota: poça para você, berço para eles.


    Fotos: Valdir Gonçalves / Acervo Fundação

  • Tá calor, sabiá?

    As fotos que acompanham este texto mostram um fato um tanto quanto curioso: filhotes de sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) em um ninho no telhado do prédio da administração da Reserva Natural Sato Morato. É claro que esse não é o habitat natural desses pequenos passarinhos – mas, nos diga, quem é que aguenta esse calor? Lá na Reserva, por exemplo, a sensação térmica durante o último verão chegou perto dos 40ºC quando esse flagra foi feito.



    Fotos: Valdir Gonçalves / Acervo Fundação


    Nessa mesma ocasião ainda foi possível encontrar pela área, bem perto do prédio, uma serpente que aparentemente estava bem esfomeada. A caninana, espécie integrante da família Colubridae, tentou sorrateiramente predar os filhotinhos de sabiás. Mas, a revanche veio  ‘voando’: os pais das pequenas aves deram verdadeiros rasantes e afastaram a cobra! A cena, infelizmente, ficou sem registro. Para saber mais sobre essa espécie de cobra, clique aqui: http://migre.me/itXCP

  • Estradas de acesso à Reserva Natural Serra do Tombador passam por manutenção

    A Reserva Natural Serra do Tombador está localizada no município de Cavalcante, na região nordeste de Goiás, e fica a cerca de 200 km da sede do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Por lá, o bioma predominante é o Cerrado e a área é cheia de montanhas e rios, além de ter uma grande incidência de chuvas, entre novembro e março, com até 1.750 mm por ano.


    Por conta dessas condições, as estradas de acesso dentro da própria Reserva precisam passar com frequência por reparos e manutenções. A equipe local está ficando cada vez mais preparada e ágil para realizar essa tarefa, que inclui diversos processos. Entre os trabalhos mais recentes, por exemplo, destacam-se a construção de bueiros e o nivelamento de trechos com erosão pelo caminho, evitando o assoreamento dos rios. Veja algumas fotos:

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    Fotos: Rodolfo Cabral / Acervo Fundação

  • Ave em extinção à vista!

    Recentemente, a equipe da Reserva Natural Salto Morato registrou a presença da jacutinga (Aburria jacutinga) não em um, mas em três pontos distintos dentro da Reserva.


    Em um deles, dois indivíduos foram avistados; já em outro, foram três. Fatos assim provam que o ambiente conservado da Reserva propicia boas condições de sobrevivência para a espécie, ameaçada de extinção. Veja abaixo alguns cliques:


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    Ao longo dos anos, essa ave, que é uma das espécies-bandeira de Salto Morato, teve sua população drasticamente reduzida por conta da caça e da destruição de seu habitat. Com isso, ela está desaparecendo da maioria dos lugares onde era comum e abundante.


    Tendo isso em vista, os registros feitos pela nossa equipe são um motivo e tanto para comemorarmos. Os esforços mantidos para a conservação de um bioma ameaçado – como é o caso da Mata Atlântica – são recompensados quando vemos imagens como essas!


    Fotos: Valdir Gonçalves / Acervo Fundação

  • Reserva Natural Salto Morato via Google Street View

    Chegar à estrada que dá acesso ao município de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, é um sinal de que você está próximo da Reserva Natural Salto Morato, nosso cantinho de Mata Atlântica preservado na região.


    Para quem tem curiosidade e quer conhecer a Reserva, a tecnologia nos dá uma mãozinha e mostra como chegar até o local. Nossa dica é consultar o mapa do trajeto pelo Google Street View, serviço de localização oferecido pelo Google Maps.


    Por lá, além de informações precisas de ruas e distâncias, é possível ter uma vista panorâmica do caminho que leva à Reserva. Agora, que tal conferir com seus próprios olhos? Acesse: http://tinyurl.com/reserva-morato-google-map


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  • Patrulha no Cerrado

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    Foto: Silvânio Borges / Acervo Fundação


    Muitas são as medidas necessárias para a proteção efetiva da biodiversidade em uma Unidade de Conservação. Ter conhecimento profundo sobre os limites da área em questão, seus ecossistemas e as possíveis ameaças é uma delas. E a melhor forma de se obter esse conhecimento é a realização de um monitoramento sistemático da região.


    Durante o ano de 2013, a equipe da Reserva Natural Serra do Tombador realizou mais de 60 patrulhas para o monitoramento do local, cobrindo toda a área da Reserva. Durante essas atividades, foi possível avistar 15 diferentes espécies, incluindo mamíferos, répteis e aves.


    Para este ano, a previsão é aumentar o número de patrulhas – o que ampliará, consequentemente, o conhecimento sobre a área e o número de registros de espécies da fauna.


    No gráfico abaixo, você confere quais as espécies que foram avistadas em 2013 e o número de ocorrências registradas durante as patrulhas:

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  • Queimadas no Cerrado: trabalho pré-temporada inicia no Tombador

    A época de seca e queimadas ainda não começou no Cerrado, mas a equipe da Reserva Natural Serra do Tombador já está se preparando para enfrentá-la.


    Durante os meses de fevereiro e março, membros da nossa equipe visitaram as casas de cada um dos brigadistas voluntários da região. O intuito da visita foi aplicar um questionário, que avaliou os pontos fortes e identificou também o que ainda pode ser aprimorado na Brigada Voluntária Comunitária da Reserva Natural Serra do Tombador e Vizinhos do Entorno.


    Dessa forma, espera-se que, neste ano, na temporada que está por vir, o combate seja ainda mais eficiente!



    Foto: Silvânio Borges / Acervo Fundação

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    notes Bióloga voluntária da Reserva Natural Salto Morato tem sua primeira experiência com as câmeras-trap

    Patrícia Sikacho Máximo acabou de se formar na faculdade de Biologia e recentemente esteve na Reserva Natural Salto Morato para desenvolver um trabalho voluntário.


    Foi durante o último mês de fevereiro que, lá, ela teve a oportunidade de, pela primeira vez, trabalhar com o auxílio das câmeras-trap – equipamento utilizado para monitoramento, já conhecido de quem costuma acompanhar o Direto da Reserva.


    Leia o relato da voluntária abaixo:

    “Durante a graduação não tive a oportunidade de ter contato com uma câmera-trap. Mesmo durante meu trabalho de campo com mamíferos, que visava ao levantamento, não foi possível devido ao custo do equipamento.


    Como nos artigos científicos que lia eram citados o uso e a importância desse equipamento para a amostragem da fauna local, eu sempre tive muita curiosidade para ver como a câmera funcionava e sua eficácia.


    Foi quando aqui na Reserva me deram a função de estudar o manual de instruções e deixar a câmera preparada para colocá-la em campo. Fui junto com os funcionários até a trilha e trocamos os cartões de memória, deixando o vazio e trazendo o que já estava em campo. Quando chegamos, fomos logo olhar as imagens e nos deparamos com estas belezinhas que estão nas fotos, um veado e uma família inteira de cateto, o que foi muito gratificante e entusiasmante, principalmente pra uma biólogo apaixonada por mamíferos!” 


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    Imagens: Arquivo Fundação

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    notes Maria-faceira voa pelos ares da Reserva Natural Serra do Tombador

    Pegando o gancho da nossa campanha #fotografeumaave, lá no Facebook e Instagram, hoje a gente conta por aqui a história da maria-faceira (Syrigma sibilatrix).


    Seu nome significa, basicamente, ave que assobia. Vem do grego surigma, surizö, que significa “assobiador”, “apitar”. Já sibilatrix/sibilare, vem do latim e quer dizer “apito”, “assobiar”.


    A ave foi avistada nas proximidades da sede administrativa da Reserva Natural Serra do Tombador, nosso cantinho de Cerrado em Goiás.



    Inconfundível, essa é a única garça brasileira com este padrão de coloração – face azul clara, coroa e crista acinzentadas e bico laranja com uma pequena mancha azul na ponta. E ainda há outras características bastante singulares que podem ajudar na identificação da espécie: quando voa, seu pescoço se mantém em reto, enquanto as outras espécies dessa família o curvam, praticamente formando a letra “S”.




    E aí, agora ficou fácil identificá-la na hora de praticar o birdwatching, né?


    Fotos: Danilo João Tenfen / Acervo Fundação