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Quando algum colaborador sai de sua casa para ir à Reserva Natural Serra do Tombador, é normal que ele fique por lá ao menos cinco dias. Afinal, o local se encontra em uma região isolada e a viagem é longa. Para chegar, são 90km de estrada de chão a partir do município de Cavalcante, no interior de Goiás.
Sendo assim, podemos imaginar como a comunicação com o “mundo externo” pode ser um desafio, inclusive as ações mais simples e corriqueiras da vida urbana, como fazer uma ligação ou acessar a internet.
Então, como telefonar para algum familiar ou para a equipe na sede da Fundação?
A internet e o aparelho telefônico dependem de um sistema via satélite ativado por uma antena fixada na parede do escritório da Reserva. Em casos emergenciais, quando a primeira não funcionar, uma segunda antena instalada no telhado captura um sinal direcionado para um celular conectado por um cabo.
Você pode conferir algumas fotos abaixo:



Fotos: Danilo João Tenfen

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No dia a dia da Reserva Natural Salto Morato pode ser um pouco difícil avistar mamíferos circulando tranquilamente.
Isso porque algumas espécies possuem comportamento arredio, artifícios de camuflagem e o hábito de se esconderem sempre que se sentem ameaçadas.
No entanto, uma figura tem aparecido por lá com uma frequência maior do que o normal. Curioso que só, o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) ou guaraxaim, como também é conhecido, tem dado as caras esporadicamente na Reserva.
Na estrada que dá acesso ao nosso Centro de Visitantes, o flagra de uma fêmea:


O cachorro-do-mato pertence à família dos Canídeos – que também agrega lobos, coiotes, raposas, entre outros. Comuns em áreas rurais e até em matas próximas a centros urbanos, eles possuem um cardápio extenso: frutas, insetos, aves, crustáceos, ovos e pequenos roedores.
E, diferente da maioria dos animais da Reserva, eles costumam se aproximar dos humanos, desde que não façamos movimentos bruscos e nem barulhos. O legal é que, dessa forma, podemos assistir a uma espécie como essa em seu ambiente natural!
Fotos: Marina de Souza

Papa-capim: você provavelmente o conhece
Avistar bandos de pássaros das mais diferentes espécies é algo corriqueiro na Reserva Natural Serra do Tombador. Entre os mais frequentes visitantes, podemos destacar o comumente conhecido por papa-capim, já que encontramos várias espécies chamadas por esse nome, como o papa-capim-de-costas-cinzas por exemplo.
No Brasil, encontramos cerca de 30 espécies de papa-capim. No entanto, por conta do regionalismo – nomes populares variam de acordo com a região –, a ave conhecida por papa-capim no Nordeste pode não ser a mesma encontrada nos estados do Sul e vice-versa.


Os pássaros da foto são fêmeas do gênero Sporophila, que fazem parte da família Emberizadae, uma das mais ricas da avifauna brasileira e que engloba também canários, tico-ticos e cardeais.
Com tantas espécies em todo o Brasil, você, muito provavelmente, já viu um papa-capim na região onde mora!
Fotos: Danilo João Tenfen

O mais novo membro da família Caninana
Você se lembra do casal de cobras caninanas que foi visto na Reserva Salto Morato? As serpentes parecem estar muito à vontade nesse ambiente. Tão à vontade que um novo membro da família foi recentemente flagrado por nossas câmeras!
Pois é, uma pequena caninana foi vista rastejando pela mata da Reserva. Veja só as fotos:



A reprodução dessa espécie ocorre por meio de ovos “escondidos” em cantos embaixo da terra. O processo pode resultar em até 15 novas cobras por vez e costuma ocorrer, geralmente, em períodos de chuvas.
Agora resta a dúvida: Será que ela é filha única ou há outros filhotes?
Fotos: Maricy Rizzato Vismara

Você sabe o que é um sistema fotovoltaico?
Localizada em uma região isolada do estado de Goiás, a Reserva Natural Serra do Tombador não conta com fornecimento público de energia elétrica. Assim, para manter as atividades no local, contamos com duas alternativas: geradores a combustão e o sistema fotovoltaico.
Os geradores têm o objetivo de produzir energia para equipamentos com consumo maior, como furadeiras, máquinas de lavar, compressor de ar e outras ferramentas.
Por outro lado, o sistema fotovoltaico gera energia de forma autossustentável. São placas solares instaladas próximas ou sobre as infraestruturas. A luz que reflete nos painéis é convertida em energia elétrica por suas células de silício. Estas, por sua vez, captam a energia do sol e fazem a força da eletricidade fluir por meio de duas cargas opostas.
O gerador capta essa energia e, por intermédio de cabos de comando, abastece um jogo de baterias da Reserva. Ao passar por essas baterias, a energia é conduzida a um inversor, que converte sua potência de 12V para 110V, chegando aos interruptores e tomadas do local.
O sistema fotovoltaico da Reserva é responsável por alimentar mecanismos mais econômicos. Aparelhos como geladeira, lâmpadas fluorescentes e televisores são abastecidos por ele, poupando energia e contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Veja abaixo as placas solares instaladas na Reserva:


Fotos: Acervo Fundação

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Não é raro aparecer moradores ilustres espalhados no espaço verde da Reserva Natural Salto Morato. Dessa vez, quem deu as caras por lá foi um tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus ariel). Aliás, ele não estava sozinho e veio acompanhado de mais cinco de sua espécie, que juntos foram flagrados pulando de galho em galho entre embaúbas (Cecropia sp).
A distribuição dessa espécie encontra-se nas florestas tropicais. Na Reserva, o bando aproveitou para se alimentar dos frutos das palmeiras-juçara (Euterpe edulis) do local.
Embora a espécie seja predominantemente frugívora, além de frutas, esses tucanos ocasionalmente se alimentam também de insetos, artrópodes e até de ninhegos de outras aves.


Imagens: Carla Xavier

Um líquen no formato da Reserva
Um fato curioso ocorreu recentemente na Reserva Natural Salto Morato. Em uma jornada de monitoramento, um dos fotógrafos flagrou um líquen - associação simbiótica de mutualismo entre fungos e algas (saiba mais sobre líquens aqui) - com formato muito parecido ao perímetro da própria Reserva.
Veja as fotos e compare:


Imagem: Maricy Rizzato Vismara
Coincidência, não?
Para conferir o mapa e saber sobre os trajetos da Reserva Natural Salto Morato, você pode clicar aqui: http://goo.gl/maps/fSTAv

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A saracura-do-mato (Aramides saracura)é uma das espécies que pode ser encontrada facilmente na Reserva Natural Salto Morato. Alguns dizem que o canto dessa ave traz o prenúncio da chuva. Pequena e aparentemente desajeitada, a espécie costuma passar o dia em silêncio, espreita-se elegantemente entre a vegetação rasteira. É mais fácil vê-la no fim de tarde, quando vocalizam.

Habitante de áreas alagadas, normalmente adjacentes às matas ciliares, a espécie se alimenta de insetos e pequenos invertebrados e são ávidas predadoras da desova de rãs e pererecas. Durante a reprodução, que acontece ao final de setembro, as saracuras chocam de 4 a 5 ovos, geralmente manchados de marrom.

Fotos: Eros Amaral Ferreira

Conheça a jacutinga
A cidade de Jacutinga, situada no estado de Minas Gerais, ganhou esse nome em homenagem a uma ave típica da Floresta Atlântica. O animal é a Aburria jacutinga, ou, como é conhecida popularmente, apenas jacutinga.
Ela tem penas negras e brilhantes e manchas brancas nas asas. A base do seu bico é azulada e podem ser encontradas em locais acidentados, bem como em superfícies semeadas de rochas e cobertas por mata espessa.
Uma curiosidade sobre a espécie: a jacutinga forma casais permanentes, a exemplo de outras espécies de aves que permanecem juntas a vida inteira. Ameaçada de extinção, ela ainda pode ser encontrada na Reserva Natural Salto Morato.

Conheça também o jacu, o primo “galante” da Jacutinga.
Foto: Zig Koch

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Os lagartos ou sáurios fazem parte da vasta família dos répteis escamados e, pode não parecer, mas são parentes próximos das serpentes. A diferenciação se faz pela presença de quatro patas, pálpebras nos olhos e por ouvidos externos.
Com mais de 5.000 espécies conhecidas atualmente, esses animais estão presentes em todos os continentes, exceto na Antártida. São geralmente carnívoros, alimentam-se de insetos ou pequenos mamíferos, mas podem também ser omnívoros ou herbívoros, como as iguanas.
Na Reserva Natural Salto Morato não é difícil encontrar com esses pequenos habitantes. Olha só esse aqui que a gente flagrou no Centro de Visitantes!

Foto: Maria Tereza Gollo