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Ela sobreviveu a diversos obstáculos e provas que colocaram a sua existência em risco. Conheça uma grande vencedora!
Reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, a Reserva Natural Salto Morato está localizada no mosaico de áreas protegidas do Lagamar, uma extensa região entre o litoral paranaense e o litoral sul de São Paulo que representa o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil.
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Em seus 2.253 hectares, a Reserva protege paisagens de rara beleza que fascinam os visitantes, como o Salto Morato, uma queda d’água de aproximadamente 100 metros e a Figueira do Rio do Engenho, cuja raiz forma um “portal” sobre os seis metros de largura do rio.
A Reserva Natural Salto Morato está aberta à visitação de terça a domingo e é uma ótima opção de passeio, seja nas férias ou em finais de semana. A visita é recomendável para todas as idades, incluindo crianças e idosos.
Serviço:
• Onde fica?
A Reserva está localizada a cerca de 20 quilômetros da sede da cidade de Guaraqueçaba (PR) e a 160 quilômetros partindo de Curitiba.
• Quando ir?
Dias de sol ou chuva são bons. Quando chove, o volume da cachoeira aumenta e forma um grande show. Em dias ensolarados, aumenta a coragem para entrar na água, que é um pouco fria, mas ótima para um mergulho. Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30.
• Quanto custa?
A entrada custa R$7. Para o camping a diária é de R$ 10 por pessoa.

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Essa ave escura, escondida entre as folhagens da árvore, é uma verdadeira donzela. Apesar de seu porte avantajado, ela é esbelta e delicada. Não poderiam ter escolhido um nome científico mais apropriado: Penelope! Seu nome completo é Penelope obscura, conhecida popularmente como Jacuaçu.
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Os Jacuaçus ocorrem em grande parte da Mata Atlântica, mas o desmatamento vem reduzindo cada vez mais a área de vida dessas aves. Na Reserva Natural Salto Morato não é muito difícil encontrá-las saltando de ramo em ramo, causando admiração pela rapidez com que se esgueiram por entre as folhas, sem que a cauda longa atrapalhe seus movimentos. É uma ave de grande porte, medindo entre 68 e 75 centímetros.
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Alimentam-se de frutas, folhas, brotos, grãos e insetos. Para saber qual o sexo da ave, uma dica: o macho possui a íris vermelha, ao contrário da fêmea. Bastante “românticos”, os machos dão comida às fêmeas virando e abaixando gentilmente a cabeça. Os Jacuaçus gostam de se acariciar na cabeça.
O par pode escolher diversos locais para fazer seu ninho: desde pequenos cipoais ou no alto das árvores até em ramos sobre a água ou em troncos caídos. Nesses locais, os Jacuaçus podem aproveitar também os ninhos abandonados de outras aves. A espécie põe três ovos grandes e o período de incubação é de 28 dias, geralmente entre outubro e março.
Foto: Eros Amaral Ferreira

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O Cerrado, que ocupa um quarto do território nacional, é reconhecido como a savana mais rica em vida do planeta. Mas, além disso, também é berço de algumas espécies consideradas raras e exclusivas desse bioma, como é o caso da flor-de-pau, (Wunderlichia cruelsiana). Nas fotos abaixo, podemos ver uma flor da espécie na Reserva Natural Serra do Tombador.


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O exemplar pertence à família das asteráceas, composta por mais de 50.000 espécies, que estão divididas em 900 gêneros. Entre os representantes mais conhecidos da família, estão o absinto (Artemisia absinthium), a alface (Lactuca sativa), o girassol (Helianthus annus), o crisântemo (Chrysanthemum sp.) e a margarida (Bellis perenis).
A Reserva Natural Serra do Tombador contribui com a conservação dessa e de outras espécies sob possível ameaça de extinção. O cuidado que a Reserva possui com a biodiversidade garante que, tanto raridades quanto espécies comuns, tenham a chance de crescer e se desenvolver em um ambiente propício e protegido.
Fotos: Marcello Borges de Oliveira

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Uma das maiores riquezas do Brasil é o Cerrado, formação vegetal composta por um mosaico de diferentes tipos de savanas. Uma delas recebe o nome de Campo Sujo, que tem como característica a presença de arbustos e subarbustos espaçados em meio à vegetação herbácea de campos.
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O nome é uma referência a essa característica, pois se tem a impressão de que a vegetação de maior porte “suja” o visual uniforme dos campos, que parecem um mar calmo e verdejante na paisagem. Por se tratar de uma das formas típicas do Cerrado com dinâmica ainda pouco conhecida, a Reserva Natural Serra do Tombador está abrigando pesquisas a respeito do Campo Sujo em parte do seu espaço.
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Imagem da fase de campo da pesquisa realizada por Alessandra Fidelis, professora da UNESP, e pela doutoranda Mariana Rissi. Participam ainda do projeto as pesquisadoras Elizabeth Gorgone e Talita Zupo.
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A pesquisa tem o objetivo de conhecer os efeitos do fogo sobre a vegetação de Campo Sujo. Lembram do fogo botado, que já foi tema de um post aqui no Direto da Reserva sobre os prejuízos que causa à fauna e à flora?
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Pois então, o estudo vai fornecer informações sobre o efeito do fogo em diferentes épocas, para que possamos entender o processo de regeneração desses campos. As informações levantadas vão ser utilizadas na Reserva, e em outras áreas de cerrado, para que possamos proteger e manejar o que resta desse bioma de altíssima e peculiar biodiversidade.
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Foto: Elizabeth Gorgone

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A partir de outubro inicia-se a temporada de chuvas na região da Reserva Natural Serra do Tombador, o que traz um grande alívio para a equipe da reserva, depois de uma temporada de seca em que aumenta dia a dia o risco de incêndios. Na época seca, os incêndios são causados pela ação humana, em especial por proprietários rurais que para renovar suas pastagens ateiam fogo à vegetação. É o chamado o fogo ‘botado’ - expressão usada na região para o fogo criado por ação humana, que adentra a reserva pelas propriedades vizinhas, comprometendo a fauna e flora.
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Os fogos naturais ocorrem na época das chuvas por incidência de raios; geralmente não causam prejuízos à biodiversidade, pois os raios precedem as chuvas, que apagam os pequenos focos de incêndios que surgem. Este fogo não costuma se propagar, pois tanto o solo como a vegetação estão molhados.
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Em 2011, a equipe da Serra do Tombador teve que combater vários ‘fogos botados’, e contou com a ajuda da brigada de voluntários de Cavalcante nesta tarefa. Graças ao esforço de todos, foi possível evitar danos maiores e, principalmente, evitar que o fogo se alastrasse por toda a reserva.
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Agora, é alegrar-se pela chuva que já cai quase que intermitentemente, trazendo cores e vida ao Cerrado!
Fotos: Marcello Borges de Oliveira

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A Reserva Natural Salto Morato tem vários atrativos naturais. Mas no meio de toda a natureza preservada, uma construção chama atenção: é o Centro de Visitantes, ponto de apoio à visitação na Reserva.
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A instalação possui uma exposição com uma variedade de materiais interativos, apresentações de vídeos sobre a história e a natureza da reserva, bem como temas voltados à conservação da Mata Atlântica. Ali o visitante pode entender a importância da proteção da natureza.
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Atualmente, o Centro de Visitantes está passando por uma revitalização, com renovação de conteúdo e do material da exposição – afinal, o material sofre com a extrema umidade e altas temperaturas típicas da Floresta Atlântica!
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Por isso, uma reforma está sendo feita em todo o Centro de Visitantes. Mas a novidade não termina por aí: fique atento ao Direto da Reserva, que dentro de algum tempo vamos contar um pouco mais sobre essa nova exposição que está chegando na Reserva Natural Salto Morato.
Fotos: Eros Amaral Ferreira e Maisa Guapyassu

Tanto as equipes da Reserva Natural Salto Morato como nada Serra do Tombador, foram capacitadas no último trimestre de 2011 em condução de veículos 4x4.
Esses veículos são importantes ferramentas de trabalho nas reservas, pois permitem o deslocamento nas áreas de mais difícil acesso. Além disso, ajudam no deslocamento interno, como é o caso da Reserva Natural Serra do Tombador, que com seus cerca de 9000 hectares conta com cerca de 20 km de extensão no seu eixo mais longo, trajeto difícil de ser feito a pé ou com um carro comum.
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Saber conduzir corretamente um veículo a tração é questão de segurança para a própria equipe das reservas. A Fundação Grupo Boticário tem a preocupação de capacitar regularmente suas equipes nas Reservas, e não apenas sobre direção segura, mas também nos mais variados temas que envolvem a segurança, como por exemplo, com o curso de resgate e primeiros socorros que já foi assunto aqui no Direto da Reserva.
Fotos: Marcello Borges de Oliveira

Para estreitar o envolvimento das escolas com as questões ambientais e ampliar o conhecimento dos alunos e professores sobre meio ambiente, a Reserva Natural Salto Morato, ao longo de 2011, serviu de sala de aula para diversas escolas municipais de Guaraqueçaba.

Com foco em conservação ambiental, tanto alunos quanto professores tiveram a chance de se envolver diretamente com questões ambientais e ampliar o conhecimento sobre meio ambiente. A visita à reserva e a aula ao ar livre são frutos de uma parceria entre a Fundação Grupo Boticário e a prefeitura de Guaraqueçaba.
Para que essa atividade de educação ambiental se tornasse realidade, desde 2010, professores da rede municipal de ensino foram capacitados para exercer atividades de campo na reserva que passou a receber alunos para variadas atividades.

O objetivo é a disseminação de informações sobre o meio ambiente, contribuindo para a formação de jovens comprometidos com a preservação ambiental.
Foto: Eros Amaral Ferreira


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No final do mês de novembro, técnicos da agência do governo alemão vieram ao Brasil para conhecer a região de Guaraqueçaba. Em meio à natureza conservada da Mata Atlântica, os visitantes puderam em três dias avaliar e discutir estratégias e soluções para conciliar a conservação ambiental e o desenvolvimento regional.
Mas como a presença de uma agência internacional na região pode contribuir para gerar oportunidades para o meio ambiente?
Eros Amaral Ferreira, administrador de Salto Morato, responde: “Somos parte de um conjunto de várias unidades de conservação no litoral. Trazer profissionais de outros países para conhecer a região e seus atrativos naturais contribui para o desenvolvimento conjunto de todos” e completa: “visitas como essa são importantes para replicar nosso trabalho em outros lugares e viabilizar futuras parcerias”.
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Além de visitar pontos turísticos da região, a comitiva de profissionais passou o dia na Reserva Natural Salto Morato à convite da Fundação Grupo Boticário. Por lá, assistiram apresentações temáticas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Centro Integrado para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica (InBioVeritas) sobre os desafios de conservação no litoral do Paraná.
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O assunto rendeu discussões a respeito de possíveis parcerias para projetos de manutenção da qualidade ambiental e de vida da população da região.
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Fotos: Eros Amaral Ferreira.

Se um dia visitar a Reserva Natural Salto Morato, fique atento! Flagramos um casal de tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) comendo bananas. Mas não eram de uma bananeira e sim de um cesto, em cima de uma mesa da administração da Reserva.
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O escritório fica na entrada da reserva, local onde são recepcionados os visitantes. Como essa não foi a primeira vez que aconteceu algo do tipo, fica a nossa a dica. O casal de tiê-sangue está sempre por lá, e o considera como seu território…
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O tiê-sangue tem peito e cabeça vermelhos, cauda e asas bem escuras. O contraste entre os sexos dessa espécie é fabuloso, enquanto a fêmea possui penas menos vistosas, de cor parda nas partes superiores e marrom-avermelhada nas inferiores, o macho possui penas vermelho-vivo e ainda conta com um adorno especial - uma mancha branca que ele carrega na parte inferior do bico.
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Também conhecido como sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baêta e tapiranga, é um pássaro exclusivamente brasileiro, além de ave símbolo da Mata Atlântica. Pode ser encontrado da Paraíba até Santa Catarina e, geralmente, costuma morar em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações.
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Alimentam-se principalmente de insetos e frutas, como a da imbaúba, por exemplo. Apesar da beleza da plumagem, seu canto não é considerado um dos mais bonitos. Para cantar, o tiê-sangue repete inúmeras vezes o som que dá origem ao nome da espécie (“tié”).
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Costumam viver em pares e poucos são vistos em grupos. O período de reprodução da espécie acontece na primavera e no verão. Durante o acasalamento os machos costumam levantar a cabeça verticalmente, exibindo ao máximo a base reluzente da mandíbula para atrair a fêmea, que põe de 2 a 3 ovos verde-azulados lustrosos, com pintinhas pretas.
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O filhote nasce semelhante à fêmea na cor da plumagem e apenas após o segundo ano de vida é que o macho ganha sua esplêndida plumagem vermelho-escuro. Seu ninho é construído em forma de cesto e muitas vezes é forrado com materiais como fibra de palmeira, fibra de sisal, fibra de côco e raiz de capim.
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Devido a sua beleza, são muito vulneráveis à caça e tráfico de animais silvestres, o que faz com que a espécie corra risco de extinção.
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Fotos: Eros Amaral Ferreira e Acervo da Fundação Grupo Boticário
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