• Combate contra queimadas: quais são os equipamentos necessários?

    Para um combate eficiente contra queimadas, a equipe de brigadistas da Reserva Natural Serra do Tombador deve manter ferramentas e equipamentos sempre por perto e preparados para o uso. E estes, para uma maior eficiência e agilidade, precisam ser versáteis, portáteis, resistentes e, sobretudo, simples.


    Podemos classificá-los em equipamentos de proteção individual (óculos, luva, balaclava, capacete), equipamentos de uso individual (cantil, lanterna, apito), ferramentas manuais (enxada, rastelo), equipamento manual de água (bomba costal) e equipamento manual de aplicação de fogo (pinga fogo). 


    Abaixo, você pode conhecê-los melhor:



    Acima, na sequência: abafador, pinga fogo, bomba costal, rastelo, ancinho, picareta e enxada.



    Abaixo, um dos integrantes do grupo vestido a balaclava para proteger o rosto:



    Por fim, veja a equipe se preparando para mais um treinamento na Reserva:



    Fotos: Acervo Fundação

  • Abacaxi, ananás ou bromélia?

    Você gosta de abacaxi? Conhece as bromélias? Sabia que eles fazem parte da mesma família?


    Pois bem, pode parecer um pouco confuso, mas os abacaxis, também conhecidos como ananás, são da família Bromelicae, a mesma das bromélias.



    Esta espécie da foto, inclusive, é chamada de ananás, mas é uma bromélia e não é de comer. ;) Seu nome é Ananas bracteatus, devido à semelhança com a fruta. Um dos seus nomes populares, inclusive, é abacaxi-ornamental.


    O abacaxi-ornamental ocorre em toda a América do Sul. Ele floresce espontaneamente, em qualquer época do ano. Este exemplar foi clicado na Reserva Natural Salto Morato e identificado com a ajuda da botânica Marília Borgo.



    Viram só? É praticamente um abacaxi não comestível cor-de-rosa!


    Fotos: Acervo Fundação / Maricy Rizzato Vismara

  • Nossas mudas, suas mudas

    O viveiro de mudas da Reserva Natural Serra do Tombador é bastante ativo. Recentemente, diversas mudas de plantas nativas do Cerrado cultivadas no viveiro ganharam um novo lar para chamar de seu: exemplares de cajuzinho-do-cerrado, jatobá, mangaba, mutamba, aroeira, mama-cadela e baru saíram da Reserva e foram direto para o Parque Municipal do Lava-Pés no município de Cavalcante.

    Para realizar o plantio, a equipe do PrevFogo (IBAMA) e os alunos da Escola Estadual Elias Jorge Cheim trabalharam juntos. Agora é esperar até que as mudas virem grandes árvores. Veja as fotos abaixo:

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    Fotos: Acervo Fundação

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    notes “Piééééé”

    A onomatopeia que sugere o título desse texto não veio parar por aqui à toa: o personagem de hoje no Direto da Reserva possui um canto tão estridente quanto quando tentamos reproduzir a palavra ‘piééééé’. Consegue imaginar? Se você já se deparou por aí com um gavião-carrapateiro, deve saber do que estamos falando. O nome científico do figura é Milvago chimachima e ele foi visto recentemente cantando alto lá na Reserva Natural Serra do Tombador.


    Quando adulto, esse gavião apresenta a cor branco-amarelada, com um risco escuro atrás do olho e costas e asas marrom-escuro. Na maioria das vezes, ele é avistado sozinho (como nas fotos que ilustram essas linhas) ou, no máximo, acompanhado de um indivíduo da mesma linhagem. O bicho ainda possui um costume um tanto quanto peculiar: pousar em lombos de bois e capivaras para comer seus carrapatos. Daí o nome gavião-carrapateiro. Lá na região da Reserva, ele é conhecido como ‘pinhé’ mesmo, pela insistência em cantarolar por aí sua principal canção: ‘piééééé’.


    Veja as fotos do flagra abaixo:



    Fotos: Acervo Fundação

  • Brigadistas têm treinamento na Reserva Natural Serra do Tombador

    Durante os dias 25 e 26 de junho, a Brigada Voluntária Comunitária da Reserva Natural Serra do Tombador e Vizinhos do Entorno participou do 3º Curso de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. O objetivo era reunir o grupo para reciclagem e aprimoramento das técnicas de controle e extinção de queimadas na região. Durante o curso, os participantes discutiram o combate ao fogo com segurança, sem riscos para os envolvidos e com o intuito principal de conservar a biodiversidade.


    Para a realização das atividades, o grupo foi dividido em dois esquadrões, prática corriqueira em brigadas de incêndio. A estratégia é importante por uma série de questões, como a organização e a padronização em relação a outras equipes que realizam a mesma atividade.


    Antes de passarem à parte prática do curso, os participantes realizaram a manutenção das principais ferramentas de combate ao fogo: a bomba costal (um lança-jato acoplado às costas), uma enxada e um facão. Depois, foram repassados mais alguns equipamentos necessários para o combate, como capacete, óculos, máscara, luvas, botas e macacão.


    Devidamente uniformizados, os membros da Brigada colocaram em prática todas as orientações. Foram dois dias de aprendizado, que com certeza contribuirão para o aperfeiçoamento das atividades realizadas pelo grupo durante o combate a incêndios.



    Fotos: Rodolfo Cabral Costa Gomes Marçal / Acervo Fundação

  • Olá, puma

    Temos mais um flagra das nossas câmeras-trap – ou armadilhas fotográficas – espalhadas pela Reserva Natural Salto Morato, nosso canto de Mata Atlântica conservado lá no litoral do Paraná. Quem deu as caras por lá foi um exemplar de grande porte de um dos felinos que está no topo da cadeia alimentar: o puma (Puma concolor). Veja:



    Se, ao assistir o vídeo, você imaginou que a espécie estava à procura de algo para fazer uma boquinha, acertou. Com naturalidade e curiosidade, ele parece tentar desvendar diferentes odores na trilha, buscando a próxima refeição.


    Quer saber mais sobre esse ‘gatinho’? Dá só uma olhada aqui ou aqui.


    Imagens: Acervo Fundação

    Colaboração: Alexandre Thiesen Bedin

  • Equipe da Fundação Getúlio Vargas visita Salto

    Com o objetivo de conhecer as iniciativas de conservação dos ecossistemas na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, uma equipe da Fundação Getúlio Vargas (FGV) visitou a Reserva Natural Salto Morato em junho.


    O grupo, formado por Lívia Menezes, Manuela Maluf e Renato Armelin, recebeu o apoio e suporte logístico da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). Eles conheceram o local, suas trilhas e as atividades voltadas à conservação da área.


    Como boa parte dos que passam por lá, o trio percorreu a Trilha do Salto na curiosidade de conhecer a cachoeira que dá nome à Reserva. No final do passeio, que ocupou toda a manhã, foram compartilhadas com a nossa equipe as experiências de iniciativas empresariais na área de conservação da natureza realizadas pelos membros da FGV.

    Depois de tanto aprendizado, não poderíamos deixar de fazer o convite novamente: voltem sempre, amigos. :)


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    Foto: Ozeas Gonçalves / Acervo Fundação

    Colaboração: Alexandre Thiesen Bedin

  • Depois da tempestade…

    No começo de junho, a equipe de guarda-parque e manutenção da Reserva Natural Salto Morato teve que realizar um manejo de emergência em uma das trilhas abertas à visitação. Por conta de fortes chuvas que atingiram a região, uma árvore de grande porte acabou caindo e atingindo aproximadamente oito metros da trilha, impossibilitando assim a passagem de maneira segura pelo lugar.


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    Com isso, um estudo teve que ser realizado para decidir o que seria feito no local: quais seriam os reparos, como seriam feitos e quais ferramentas seriam necessárias. Após concluir essa etapa, a equipe deu início aos trabalhos utilizando a técnica de contenção.

    Foram usadas duas placas de madeira alinhadas e estacas de madeira reaproveitada. Em seguida, o espaço foi preenchido com pedras, terra e saibro, para cobrir, assentar e nivelar a superfície. 

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    Por fim, mais uma tarefa concluída com sucesso em Salto Morato! :)


    Fotos: Tiago Dias Massari Reis

  • Ilustríssimo morador da Chapada dos Veadeiros

    A Reserva Natural Serra do Tombador está localizada próxima do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Sobre o lugar, muito provavelmente você já deve ter ouvido falar, mas e sobre a origem de seu nome? A história conta que há muito tempo moradores locais utilizavam seus cachorros, os veadeiros, para caçar várias espécies de veado que habitavam a região. Infelizmente, hoje algumas delas, como o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), constam na lista de espécies ameaçadas de extinção.


    Mas, como prova do nosso trabalho de conservação da natureza, eles ainda podem ser vistos passeando por alguns ambientes. Eis que flagramos recentemente uma dessas espécies dando as caras pela região da nossa Reserva. O indivíduo em questão é conhecido cientificamente por Mazama gouazoubira e popularmente como veado-catingueiro. Tem o porte pequeno e raramente passa dos 20 quilos. Só temos um recado para dar a ele: volte sempre que quiser, camarada, a casa é sua. :)


    Veja as fotos:



    Fotos: Danilo Tenfen e Rogério Borges / Acervo Fundação

  • Pequena, encantadora e provavelmente perigosa

    Desvendar as belezas escondidas em uma floresta pode ser uma atividade um tanto quanto gratificante. No entanto, se você já tem certa proximidade com o assunto, deve saber que andar por uma trilha dentro da mata pode causar algumas surpresas.  Por isso, toda atenção é pouco. Dê só uma olhada nesta espécie flagrada durante um passeio na Reserva Natural Salto Morato:


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    Colorida que só e cheia de pequenos espetos em sua superfície, essa lagarta muito provavelmente é perigosa e pode acabar ferindo os mais distraídos e desavisados. Esses minúsculos ‘pinheirinhos’ em seu corpo são o mecanismo de defesa do animal, acionado quando ele se sente ameaçado.


    Por isso, por mais bonitos e encantadores que esses pequenos animais possam ser, devemos ter muito cuidado. Sobre a lagarta da foto, não conseguimos identificar a espécie. Alguém arriscaria um palpite?


    Foto: Maricy Rizzato Vismara / Acervo Fundação