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    notes “Piééééé”

    A onomatopeia que sugere o título desse texto não veio parar por aqui à toa: o personagem de hoje no Direto da Reserva possui um canto tão estridente quanto quando tentamos reproduzir a palavra ‘piééééé’. Consegue imaginar? Se você já se deparou por aí com um gavião-carrapateiro, deve saber do que estamos falando. O nome científico do figura é Milvago chimachima e ele foi visto recentemente cantando alto lá na Reserva Natural Serra do Tombador.


    Quando adulto, esse gavião apresenta a cor branco-amarelada, com um risco escuro atrás do olho e costas e asas marrom-escuro. Na maioria das vezes, ele é avistado sozinho (como nas fotos que ilustram essas linhas) ou, no máximo, acompanhado de um indivíduo da mesma linhagem. O bicho ainda possui um costume um tanto quanto peculiar: pousar em lombos de bois e capivaras para comer seus carrapatos. Daí o nome gavião-carrapateiro. Lá na região da Reserva, ele é conhecido como ‘pinhé’ mesmo, pela insistência em cantarolar por aí sua principal canção: ‘piééééé’.


    Veja as fotos do flagra abaixo:



    Fotos: Acervo Fundação

  • Brigadistas têm treinamento na Reserva Natural Serra do Tombador

    Durante os dias 25 e 26 de junho, a Brigada Voluntária Comunitária da Reserva Natural Serra do Tombador e Vizinhos do Entorno participou do 3º Curso de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. O objetivo era reunir o grupo para reciclagem e aprimoramento das técnicas de controle e extinção de queimadas na região. Durante o curso, os participantes discutiram o combate ao fogo com segurança, sem riscos para os envolvidos e com o intuito principal de conservar a biodiversidade.


    Para a realização das atividades, o grupo foi dividido em dois esquadrões, prática corriqueira em brigadas de incêndio. A estratégia é importante por uma série de questões, como a organização e a padronização em relação a outras equipes que realizam a mesma atividade.


    Antes de passarem à parte prática do curso, os participantes realizaram a manutenção das principais ferramentas de combate ao fogo: a bomba costal (um lança-jato acoplado às costas), uma enxada e um facão. Depois, foram repassados mais alguns equipamentos necessários para o combate, como capacete, óculos, máscara, luvas, botas e macacão.


    Devidamente uniformizados, os membros da Brigada colocaram em prática todas as orientações. Foram dois dias de aprendizado, que com certeza contribuirão para o aperfeiçoamento das atividades realizadas pelo grupo durante o combate a incêndios.



    Fotos: Rodolfo Cabral Costa Gomes Marçal / Acervo Fundação

  • Olá, puma

    Temos mais um flagra das nossas câmeras-trap – ou armadilhas fotográficas – espalhadas pela Reserva Natural Salto Morato, nosso canto de Mata Atlântica conservado lá no litoral do Paraná. Quem deu as caras por lá foi um exemplar de grande porte de um dos felinos que está no topo da cadeia alimentar: o puma (Puma concolor). Veja:



    Se, ao assistir o vídeo, você imaginou que a espécie estava à procura de algo para fazer uma boquinha, acertou. Com naturalidade e curiosidade, ele parece tentar desvendar diferentes odores na trilha, buscando a próxima refeição.


    Quer saber mais sobre esse ‘gatinho’? Dá só uma olhada aqui ou aqui.


    Imagens: Acervo Fundação

    Colaboração: Alexandre Thiesen Bedin

  • Equipe da Fundação Getúlio Vargas visita Salto

    Com o objetivo de conhecer as iniciativas de conservação dos ecossistemas na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, uma equipe da Fundação Getúlio Vargas (FGV) visitou a Reserva Natural Salto Morato em junho.


    O grupo, formado por Lívia Menezes, Manuela Maluf e Renato Armelin, recebeu o apoio e suporte logístico da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). Eles conheceram o local, suas trilhas e as atividades voltadas à conservação da área.


    Como boa parte dos que passam por lá, o trio percorreu a Trilha do Salto na curiosidade de conhecer a cachoeira que dá nome à Reserva. No final do passeio, que ocupou toda a manhã, foram compartilhadas com a nossa equipe as experiências de iniciativas empresariais na área de conservação da natureza realizadas pelos membros da FGV.

    Depois de tanto aprendizado, não poderíamos deixar de fazer o convite novamente: voltem sempre, amigos. :)


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    Foto: Ozeas Gonçalves / Acervo Fundação

    Colaboração: Alexandre Thiesen Bedin

  • Depois da tempestade…

    No começo de junho, a equipe de guarda-parque e manutenção da Reserva Natural Salto Morato teve que realizar um manejo de emergência em uma das trilhas abertas à visitação. Por conta de fortes chuvas que atingiram a região, uma árvore de grande porte acabou caindo e atingindo aproximadamente oito metros da trilha, impossibilitando assim a passagem de maneira segura pelo lugar.


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    Com isso, um estudo teve que ser realizado para decidir o que seria feito no local: quais seriam os reparos, como seriam feitos e quais ferramentas seriam necessárias. Após concluir essa etapa, a equipe deu início aos trabalhos utilizando a técnica de contenção.

    Foram usadas duas placas de madeira alinhadas e estacas de madeira reaproveitada. Em seguida, o espaço foi preenchido com pedras, terra e saibro, para cobrir, assentar e nivelar a superfície. 

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    Por fim, mais uma tarefa concluída com sucesso em Salto Morato! :)


    Fotos: Tiago Dias Massari Reis

  • Ilustríssimo morador da Chapada dos Veadeiros

    A Reserva Natural Serra do Tombador está localizada próxima do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Sobre o lugar, muito provavelmente você já deve ter ouvido falar, mas e sobre a origem de seu nome? A história conta que há muito tempo moradores locais utilizavam seus cachorros, os veadeiros, para caçar várias espécies de veado que habitavam a região. Infelizmente, hoje algumas delas, como o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), constam na lista de espécies ameaçadas de extinção.


    Mas, como prova do nosso trabalho de conservação da natureza, eles ainda podem ser vistos passeando por alguns ambientes. Eis que flagramos recentemente uma dessas espécies dando as caras pela região da nossa Reserva. O indivíduo em questão é conhecido cientificamente por Mazama gouazoubira e popularmente como veado-catingueiro. Tem o porte pequeno e raramente passa dos 20 quilos. Só temos um recado para dar a ele: volte sempre que quiser, camarada, a casa é sua. :)


    Veja as fotos:



    Fotos: Danilo Tenfen e Rogério Borges / Acervo Fundação

  • Pequena, encantadora e provavelmente perigosa

    Desvendar as belezas escondidas em uma floresta pode ser uma atividade um tanto quanto gratificante. No entanto, se você já tem certa proximidade com o assunto, deve saber que andar por uma trilha dentro da mata pode causar algumas surpresas.  Por isso, toda atenção é pouco. Dê só uma olhada nesta espécie flagrada durante um passeio na Reserva Natural Salto Morato:


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    Colorida que só e cheia de pequenos espetos em sua superfície, essa lagarta muito provavelmente é perigosa e pode acabar ferindo os mais distraídos e desavisados. Esses minúsculos ‘pinheirinhos’ em seu corpo são o mecanismo de defesa do animal, acionado quando ele se sente ameaçado.


    Por isso, por mais bonitos e encantadores que esses pequenos animais possam ser, devemos ter muito cuidado. Sobre a lagarta da foto, não conseguimos identificar a espécie. Alguém arriscaria um palpite?


    Foto: Maricy Rizzato Vismara / Acervo Fundação

  • Farra no Cerrado

    Diferentemente de ambientes como a Amazônia ou a Mata Atlântica, no Cerrado não há tantas espécies de primatas assim. No entanto, uma coisa é certa, as poucas que são encontradas nesse bioma são cheias de graça e de inteligência. Na Reserva Natural Serra do Tombador, temos o registro de apenas três tipos desse simpático mamífero. Ainda assim, por lá o barulho é garantido.


    Em uma atividade de campo recente, a equipe ouviu um barulho vindo do alto de uma das árvores e logo identificou o bicho. O responsável pela algazarra era um macaco-prego, de nome científico Cebus libidinosus. Ouvir os gritos e a bagunça que esses macacos fazem é fácil, mas conseguir tirar uma foto não é tão simples assim. Demoramos um tempo até conseguirmos capturar as imagens que você confere abaixo:


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    Os macacos-prego são animais onívoros, predadores de pequenos vertebrados. Além disso, eles também de alimentam de frutos, flores, sementes, néctar e brotos, podendo ser importantes dispersores de sementes e também polinizadores. Um fato curioso é que eles utilizam troncos e rochas para abrir castanhas e frutos mais duros. Lá na Reserva Natural Salto Morato, no litoral do Paraná, já flagramos um momento bonito entre mãe e filho de macacos-prego que vivem na Mata Atlântica. Veja aqui: http://goo.gl/24W1ao.


    Fotos: Rogério Borges / Acervo Fundação

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    notes A primeira vez a gente nunca esquece

    Senhoras e senhoras, apresentamos o primeiro registro fotográfico de uma paca (Cuniculus paca) feito na Reserva Natural Salto Morato. As pacas são roedores de pequenas orelhas empinadas e pelagem predominantemente marrom chamuscada em branco. O termo que dá origem ao seu nome vem do tupi e sugere um animal vigilante, desperto e sempre atento.  

    A importância do registro dessa espécie está no fato de ser um importante elo na cadeia alimentar da floresta, servindo de alimento para carnívoros de médio e grande porte que ocorrem em Salto Morato. Seja bem vinda e sinta-se em casa, paca! :)

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    Fotos: Acervo Fundação

  • Vamos para o mato?

    O naturalista e escritor norte-americano John Muir disse certa vez que “ir para o mato é ir para casa.”. A declaração foi feita há muitos anos, mas resume bem o espírito que prevalece em todos que fazem parte do dia a dia da Reserva Natural Serra do Tombador, nosso cantinho conservado de Cerrado em Goiás. O sentimento por lá é o mesmo quando a equipe vai para o campo monitorar a biodiversidade da Reserva.


    Para realizar essa tarefa, é necessário um grande conhecimento do local e dispor de equipamentos básicos, que conferem segurança ao monitoramento e permitem uma posterior análise dos dados. Para deslocamentos de grandes distâncias, a principal ajuda são as mulas, animais fortes que suportam subir e descer as montanhas da Reserva. Já para identificar as pegadas dos animais das trilhas são usados os paquímetros, instrumentos que medem com precisão as dimensões de pequenos objetos. Sabendo o tamanho de cada uma dessas marcas, fica mais fácil dizer qual animal esteve por ali.


    Quando o assunto é observar as aves, a equipe sempre carrega um binóculo, facilitando a observação dos animais que muitas vezes estão bem distantes. Para a marcação de qualquer acontecimento interessante a equipe usa um GPS. Esse, aliás, é fundamental para a confecção de mapas e planos de conservação das espécies. E, por último, mas não menos importante, a equipe também utiliza rádios transmissores, que servem para a comunicação entre todos os membros da equipe. É como cuidar da própria casa! :)


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    Fotos: Anderson Terra e Silvânio Borges / Acervo Fundação


    Mi casa, su casa


    Aos mais animados, temos um convite: inscrevam-se em nosso programa de voluntariado em nossas Reservas Naturais. O tempo de estadia em média é de um mês e nesse período o voluntário passa a conhecer e acompanhar a rotina de trabalho feito no local. Dedicar um tempinho ao meio ambiente, nós garantimos, pode ser uma experiência enriquecedora em vários aspectos tanto para a vida pessoal quanto profissional. Que tal? É só preencher a ficha: http://goo.gl/kTo513