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Aquele coelho branquinho, de nariz rosado e orelhas compridas, só na Europa. O que salta em nossas matas é pardo, tem orelhas finas e curtas e um nome bem diferente: Tapiti (Sylvilagus brasiliensis). De origem tupi-guarani, seu nome quer dizer “pêlo branco na barriga”.
Morador de matas e florestas, o tapiti é o único representante brasileiro da família dos coelhos e lebres, conhecida como Leporidae. Também chamado de coelho-brasileiro, coelho-do-mato e candimba, é um animal de hábitos noturnos e que possui uma característica no mínimo curiosa: dorme de olhos abertos.
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Durante o dia se esconde em buracos ou tocas que ele mesmo cava. Ali tem seus filhotes, que nascem sem pelos, de olhos fechados e totalmente dependentes. A cada gestação, a mamãe tapiti tem, em geral, de dois a sete filhotes e, para eles, prepara um ninho macio, feito com vegetação e com o seu próprio pelo.
Ao se sentir ameaçado, usa suas patas traseiras grandes e adaptadas ao salto, desse modo conseguem correr com bastante velocidade e agilidade, sendo este o seu meio de defesa contra predadores como o gavião-de-penacho, a águia-cinzenta, a onça-parda, o lobo-guará, entre outros.
Apesar de ser parente do coelho e da lebre européia (Lepus europaeus), não é um roedor, como os ratos e preás. Alimenta-se de folhas, raízes, frutos, cascas, brotos e talos de diversas plantas. Para darem conta de tantos alimentos, nascem com dentes que crescem por toda a sua vida, que pode chegar a até 12 anos.
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Fotos: Luciano Leone