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    O maior e mais colorido de todos os urubus, o urubu-rei (Sarcoramphus papa), como o seu próprio nome já indica, é a figura dominante entre seus semelhantes. Mais oportunistas, esperam que os outros urubus encontrem a carniça pelo cheiro ou pela visão. Quando as espécies menores estão pousando para se alimentar, esse comportamento denuncia a presença de carniça e o urubu-rei se aproveita disso para chegar à fonte de alimentação.

     

    Não são caçadores e seu olfato é inferior ao dos outros urubus, entretanto voam mais alto e possuem uma ótima visão binocular, conseguem enxergar, de grandes alturas, uma presa de até 30 centímetros no solo. Assim que localizam seu alimento, mergulham rapidamente em direção ao chão e pousam nas proximidades. Ele é o primeiro a se servir e, só depois de satisfeito, os demais comem. Seu bico afiado e forte o faz ser o único urubu a conseguir abrir as partes mais difíceis de seu alimento, como a carcaça ou o couro de um animal grande.

     

    Também conhecido como corvo-branco, urubu-real, urubu-branco, urubutinga e urubu-rubixá, é uma ave da família Cathartidae. Diferencia-se dos outros pelo pescoço pintado de vermelho, amarelo e alaranjado e o restante da plumagem branca e negra. O urubu-rei não possui dimorfismo sexual acentuado, a única diferença que existe é o fato do macho ser levemente maior do que a fêmea.

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    Quando estão com a cabeça abaixada e um pouco inclinada estão desconfiados e observam algo com atenção. Esta mesma posição da cabeça abaixada e um pouco inclinada é usada pelo macho no cortejo do acasalamento. Um detalhe curioso é que o filhote de urubu comum é branco, enquanto filhote de urubu-rei é preto.

     

    Morador de zonas tropicais a semi-tropicais, está em quase todo o Brasil, nas regiões onde ainda se preserva mata virgem. Sua caça é proibida no país, entretanto, é uma ave que vem sofrendo cada vez mais com a destruição de seu habitat por meio de desmatamentos além de ser capturado para tráfico de animais por sua beleza. Hoje em dia está vulnerável à extinção e é muitíssimo raro observar essa espécie na natureza.

     

    Mas nem tudo está perdido para o rei dos urubus! Recentemente foram feitos os primeiros registros desta espécie na Serra do Mar do Paraná, região onde está localizada a Reserva Natural Salto Morato. É possível, inclusive, que ele esteja se refugiando na reserva em busca de um pouco de paz. Se você ficou curioso em conhecer e quem sabe até ter o privilégio de ver este rei, fica o convite para visitar Salto Morato!

     

    Fotos: Rafael Bessa