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    Com apenas água, sol e terra, um vegetal é capaz de produzir seu próprio alimento. Isso é verdade para quase todos, mas algumas espécies de aparência exótica também precisam comer “carne”. As plantas carnívoras por muitos séculos eram apresentadas como monstros terríveis, capazes até de matar pessoas. Claro que isso não passava de fantasia, os únicos seres vivos de quem elas se alimentam são insetos, aranhas e, em alguns raros casos, pássaros pequeninos!


    As plantas carnívoras, também chamadas de plantas insetívoras, retiram dos animais devorados substâncias essenciais para sua sobrevivência, em especial o nitrogênio. Sem ele, um vegetal não consegue fazer a clorofila.

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    Por causa de sua alimentação diferente, as plantas carnívoras ficam livres da dependência por solos ricos em nitratos, que são os compostos geralmente absorvidos pelos vegetais. Assim, elas prosperam onde outras plantas não conseguem, como no cerrado, em desertos, restingas e outros hábitats com solos pobres em nutrientes. 

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    A espécie da foto acima é uma Drosera montana, típica das Veredas, uma formação vegetal do Cerrado que ocorre também na Reserva Natural Serra do Tombador. Como seu nome científico já identifica, ela pertence a um gênero de plantas que ocorre no mundo inteiro, conhecido por Drosera.

     

    As Droseras possuem folhas dispostas em forma de roseta, cobertas por pelos glandulares coloridos, que produzem uma substância pegajosa em forma de pequenas gotículas chamada de mucilagem. Estas gotículas atraem insetos com seu brilho, que ao pousarem, ficam colados nas folhas. Após perceber que sua presa está irremediavelmente grudada, a planta, imediatamente, começa a secretar suas enzimas e digerir o bichinho.



    Fotos: Acervo Fundação Grupo Boticário