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Além de abelhas, borboletas e pássaros como Beija-Flor, existe outro animalzinho que também assume a função de polinizador: o Lonchophylla dekeyseri, mais conhecido popularmente como morcego-do-cerrado. Apesar de pequeno, este mamífero voador é de extrema importância para o habitat, pois é o responsável pela polinização de várias espécies arbóreas, como unha-de-vaca, embiriçu e jatobá.
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No Cerrado brasileiro, essas plantas geralmente florescem no período de seca, entre os meses de maio a setembro. É também nesse período que costumam nascer os filhotes do morcego-do-cerrado. A fêmea fica grávida por um período de até três meses e os bebês morcegos mamam por dois meses. Depois disso, alimentam-se como os adultos: do néctar das flores, pólen, frutos e insetos.
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O Lonchophylla dekeyseri possui pelos marrom-avermelhados e o ventre mais claro. Para ajudá-lo na coleta de néctar, ele possui alguns truques bem legais, como seu focinho longo com a língua comprida cheia de tufos na ponta que o ajuda a lamber o alimento depositado no fundo das flores. Além disso, na hora de sugar o néctar, ele bate as asas para ficar parado em pleno vôo em frente à flor, igualzinho ao beija-flor.
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O morcego-do-cerrado é um mamífero genuinamente brasileiro e, como o seu nome já denuncia, é uma espécie de morcego endêmica do bioma cerrado, ou seja, só é encontrada nessa área. Na Reserva Natural Serra do Tombador foi avistado na mata ciliar da cachoeira e próximo à sede da Reserva.
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O que poucos sabem é que este pequeno morcego está ameaçado de extinção, principalmente devido ao desmatamento. Sua moradia são cavernas, onde formam pequenas colônias.
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Foto: Acervo Fundação Grupo Boticário