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    notes

    Existem cerca de trezentas espécies de beija-flor, das quais 82 podem ser encontradas no Brasil. E dessas, 12 são exclusivas do país, como é o caso do Beija-flor-de-fronte-violeta (Thalurania glaucopis), primo do beija-flor-verde – que já foi falado aqui no Direto da Reserva.

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    Como acontece com muitas espécies de aves , apresentam dimorfismo sexual, sendo que os machos dessa espécie de beija-flor são mais coloridos e vistosos do que as fêmeas. Nas fotos podemos ver claramente a diferença entre os sexos. O macho é verde-brilhante com a região anterior da cabeça azul-violeta; a fêmea tem as partes superiores verdes e as inferiores brancas.

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    Na Reserva Natural de Salto Morato é possível avistá-las voando entre as flores ou ainda banhando-se. Aliás, são aves muito preocupadas com a sua higiene! Como constantemente se lambuza por conta do líquido viscoso das flores (o néctar), tem uma necessidade quase premente de banhar-se regularmente. Toma banho até na chuva!

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    Da família Trochilidae, é conhecido também como tesoura-de-fronte-violeta. Apesar do seu pequeno tamanho, aproximadamente 11cm, são capazes de parar no ar, voar para a frente e para trás, fazendo verdadeiros malabarismos aéreos.

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    Mas é na hora de conquistar uma parceira, que o beija-flor realiza seu maior espetáculo! Nesta cerimônia, o macho realiza, ao redor da fêmea, voos semicirculares, enquanto exibe o vértice e o peito iridescentes (que apresenta ou reflete as cores do arco-íris).

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    Suas asas, de tão rápido que batem, muitas vezes dão a impressão de ser invisíveis! Para conseguirem fazer movimentos tão acelerados e manter um coração que chega a bater mil vezes por minuto, eles precisam de muito açúcar, que retiram das plantas, mais precisamente do néctar delas. Para isso, eles se aproveitam de uma característica muito original: sua língua tem a extremidade dividida em duas partes e é oca por dentro, funcionando como um canudo, facilitando assim a sucção.

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    Os ninhos do beija-flor, embora pequenos, são considerados resistentes à chuva, ao vento e ao próprio crescimento dos filhotes. Construídos pelas fêmeas, são feitos com grama, folhas, flores, pétalas, musgo e fios de teias de aranha que, por serem viscosos, servem como um ótimo fixador.

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    Assim como o tráfico ilegal de animais, a degradação ambiental e o conseqüente desaparecimento dos habitats naturais são um dos principais fatores responsáveis pela extinção de algumas espécies de beija-flores.

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    Fotos: Rafael Bessa

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