• Se um dia visitar a Reserva Natural Salto Morato, fique atento! Flagramos um casal de tiê-sangue (Ramphocelus bresilius) comendo bananas. Mas não eram de uma bananeira e sim de um cesto, em cima de uma mesa da administração da Reserva.

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    O escritório fica na entrada da reserva, local onde são recepcionados os visitantes. Como essa não foi a primeira vez que aconteceu algo do tipo, fica a nossa a dica. O casal de tiê-sangue está sempre por lá, e o considera como seu território…

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    O tiê-sangue tem peito e cabeça vermelhos, cauda e asas bem escuras. O contraste entre os sexos dessa espécie é fabuloso, enquanto a fêmea possui penas menos vistosas, de cor parda nas partes superiores e marrom-avermelhada nas inferiores, o macho possui penas vermelho-vivo e ainda conta com um adorno especial - uma mancha branca que ele carrega na parte inferior do bico.

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    Também conhecido como sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baêta e tapiranga, é um pássaro exclusivamente brasileiro, além de ave símbolo da Mata Atlântica. Pode ser encontrado da Paraíba até Santa Catarina e, geralmente, costuma morar em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações.

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    Alimentam-se principalmente de insetos e frutas, como a da imbaúba, por exemplo. Apesar da beleza da plumagem, seu canto não é considerado um dos mais bonitos. Para cantar, o tiê-sangue repete inúmeras vezes o som que dá origem ao nome da espécie (“tié”).

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    Costumam viver em pares e poucos são vistos em grupos. O período de reprodução da espécie acontece na primavera e no verão. Durante o acasalamento os machos costumam levantar a cabeça verticalmente, exibindo ao máximo a base reluzente da mandíbula para atrair a fêmea, que põe de 2 a 3 ovos verde-azulados lustrosos, com pintinhas pretas.

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    O filhote nasce semelhante à fêmea na cor da plumagem e apenas após o segundo ano de vida é que o macho ganha sua esplêndida plumagem vermelho-escuro. Seu ninho é construído em forma de cesto e muitas vezes é forrado com materiais como fibra de palmeira, fibra de sisal, fibra de côco e raiz de capim.

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    Devido a sua beleza, são muito vulneráveis à caça e tráfico de animais silvestres, o que faz com que a espécie corra risco de extinção.

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    Fotos: Eros Amaral Ferreira e Acervo da Fundação Grupo Boticário

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