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Uma das maiores riquezas do Brasil é o Cerrado, formação vegetal composta por um mosaico de diferentes tipos de savanas. Uma delas recebe o nome de Campo Sujo, que tem como característica a presença de arbustos e subarbustos espaçados em meio à vegetação herbácea de campos.
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O nome é uma referência a essa característica, pois se tem a impressão de que a vegetação de maior porte “suja” o visual uniforme dos campos, que parecem um mar calmo e verdejante na paisagem. Por se tratar de uma das formas típicas do Cerrado com dinâmica ainda pouco conhecida, a Reserva Natural Serra do Tombador está abrigando pesquisas a respeito do Campo Sujo em parte do seu espaço.
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Imagem da fase de campo da pesquisa realizada por Alessandra Fidelis, professora da UNESP, e pela doutoranda Mariana Rissi. Participam ainda do projeto as pesquisadoras Elizabeth Gorgone e Talita Zupo.
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A pesquisa tem o objetivo de conhecer os efeitos do fogo sobre a vegetação de Campo Sujo. Lembram do fogo botado, que já foi tema de um post aqui no Direto da Reserva sobre os prejuízos que causa à fauna e à flora?
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Pois então, o estudo vai fornecer informações sobre o efeito do fogo em diferentes épocas, para que possamos entender o processo de regeneração desses campos. As informações levantadas vão ser utilizadas na Reserva, e em outras áreas de cerrado, para que possamos proteger e manejar o que resta desse bioma de altíssima e peculiar biodiversidade.
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Foto: Elizabeth Gorgone