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    Durante um trabalho de monitoramento das trilhas da Reserva Natural Serra do Tombador, os colaboradores Gilson e Lúcio se depararam com pegadas bem peculiares às margens do Rio Conceiçãozinho, que corre na Reserva.


      

    Pelo formato delas, acreditamos que se tratava de um jacaré-paguá (Palesouchus palpebrosus), espécie com vasta distribuição no território brasileiro, inclusive em matas localizadas à beira de cursos d’água na região do Cerrado.


      

    O jacaré-paguá é bastante arredio e raramente é avistado ou registrado, dificultando o estudo de suas características pela a ciência. Um dos principais motivos dele ser tão esquivo é a caça predatória e degradação de seu habitat natural, fazendo com que ele se esconda em locais de difícil acesso tão logo perceba alguma movimentação humana.


    Na Reserva, entretanto, ele pode caminhar tranquilamente sem medo de ser incomodado, mas mesmo assim ele não quer saber de posar para foto!


    Foto: Gilson Berberino