• Entre os dias 4 e 8 de julho, a Reserva Natural Salto Morato foi palco de uma oficina muito interessante que abordou um método inovador de manejo e conservação de áreas. A intenção é utilizar as técnicas do manejo adaptativo abordadas na oficina para revisar o atual plano de manejo da reserva, que tem por objetivo orientar a gestão e os usos da unidade de conservação.

     

    A nova metodologia ajuda a definir estratégias conservacionistas direcionadas, possibilitando assim o monitoramento de resultados, estruturação e revisão de metas na medida em que as ações vão acontecendo, ou seja, possibilita um processo muito mais rápido de correção dos rumos.

     

     

    A técnica tem foco na análise de alvos de conservação que podem ser espécies, ecossistemas ou processos ecológicos. No nosso caso, é a palmeira-juçara  (Euterpe edulis), fundamental para manutenção de ciclos ecológicos da Mata Atlântica, uma vez que seus frutos servem de alimento para um grande número de animais, dentre os quais o Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus) e a Jacutinga (Aburria jacutinga).

     

     

     

    Esta última é umaave que antigamente ocorria em abundância em toda a área de abrangência da Mata Atlântica e que se tornou rara e fortemente ameaçada de extinção em função da caça e do corte ilegal da palmeira-juçara, uma de suas principais fontes de alimento.

     

     

     

    O encontro contou com a presença de Lou Ann Dietz (Universidade de Maryland, EUA) e Leonardo Oliveira (Instituto Bicho do Mato, Belo Horizonte, MG).

     

    Estiveram presentes também nessa troca de experiências e novos conhecimentos para auxiliar no planejamento de ações para conservação da biodiversidade representantes da Fundação Grupo Boticário, Sociedade de Pesquisa e Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Batalhão da Polícia Ambiental do Paraná, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

     

     

    Está prevista para o mês de agosto mais uma oficina, para dar continuidade aos trabalhos. Os resultados esperados incluem a consolidação de estratégias e ações para a conservação na RPPN e região de entorno.


    Créditos: Maisa Guapyassu