• Durante uma caminhada na Reserva Natural Salto Morato avistamos uma grande e linda ave, chamada Alma-de-gato (Piaya cayana).  Apesar de brincar de esconde-esconde conosco, voando de árvore em árvore, pulando de galho em galho e se escondendo cada vez que nos aproximávamos, conseguimos tirar uma foto dela.


    Essa é uma espécie muito interessante e talentosa. O seu canto se assemelha ao gemido de um gato, daí a razão de se chamar assim. Mas ela também consegue imitar o canto de outras aves, especialmente o do bem-te-vi, que possui uma vocalização similar a da própria alma-de-gato.

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    Outro fato que poucas pessoas sabem é que, apesar de ser comum de matas ciliares, matas secundárias e capoeiras, é possível vê-la esporadicamente também em parques e bairros arborizados de cidades grandes.

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    A sua cauda grande é marca registrada da espécie e é o que a torna inconfundível, principalmente na Amazônia onde moram duas outras espécies semelhantes: o chincoã-pequeno (Coccycua minuta) e o chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster). O primeiro, como o próprio nome já denuncia, é bem menor que o alma-de-gato, enquanto que o chincoã-de-bico-vermelho, além do bico de cor diferente, também difere por ter a barriga negra e uma mancha amarela próxima ao olho.

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    A alma-de-gato é uma ave que pertence à família Cuculidae, a mesma do anu-branco e o anu-preto, duas espécies bem conhecidas aqui no Brasil. Esta família possui uma característica bem peculiar: enquanto algumas chocam os seus próprios ovos, outras são parasitas e aproveitam os ninhos de outras aves para depositar os seus ovos. Algumas espécies, como é o caso do anu-branco, criam ninhos comunitários, onde várias fêmeas depositam os ovos, e chocam conjuntamente!

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    Créditos: Rafael Bessa