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    Caminhar pela Reserva Natural Serra do Tombador significa se deparar com uma infinidade de plantas e animais do cerrado. O macaco que aparece nas fotos é um macaco-prego da espécie Cebus libidinosus. As espécies do gênero Cebus são considerados os primatas mais inteligentes das Américas.

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    Esses nossos simpáticos parentes moram nas regiões de florestas tropicais, matas e cerrados estando presente em praticamente todo o país. São conhecidos também como macacos capuchin, por causa das cores em sua cabeça que se assemelham ao capuz dos monges capuchinos.

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    O macaco-prego é onívoro, ou seja, come de tudo um pouco, como frutas, néctar, sementes, ovos, insetos e até pequenos vertebrados. O mais interessante é que esses primatas são os primeiros em nosso continente, dos quais se sabe que utilizam ferramentas para quebrar frutas de casca dura (como cocos e nozes), e usam galhos ou para coçar as costas, ou para alcançar aquilo que não alcançam com as mãos.

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    Muito hábil estes pequenos escaladores, durante o dia saltam sem parar de árvore em árvore buscando alimentos. Eles podem saltar até 3 metros de altura e ficar por certo tempo em pé, apoiadoa apenas em suas patas traseiras.

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    O macaco-prego possui hábitos diurnos e pode chegar aos 40 anos de idade. Geralmente, vivem em bandos de até 20 membros, são liderados por um casal dominante e para se comunicar produzem diferentes sons.

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    As fêmeas têm um filhote de cada vez e a gestação dura 6 meses. Logo após o nascimento, o filhote é mantido agarrado ao peito da mãe, mas quando fica maior passa a ser carregado nas costas.

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    Segundo o ICMBio, o Brasil possui cerca de 10 espécies distintas que popularmente são chamadas de “macaco-prego”. Isso se deve ao fato de que até recentemente, todas as espécies constavam como sendo uma só - Cebus apella. Hoje os nomes estão relacionados às características físicas, como cor dos pêlos, tufos de pelos na cabeça e formato do crânio, sendo conhecidos por macaco-prego-galego e macaco-prego-caiarara, por exemplo.

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    Apesar de ser a espécie de macaco mais comum do país, uma de suas subespécies está seriamente ameaçada de extinção: o macaco-prego-do-peito-amarelo, que possui coloração amarelada do peito e da parte anterior dos braços.

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    Fotos: Marcello Borges de Oliveira e Silva
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