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O Brasil é o país onde se encontra o maior número de espécies de psitacídeos, que é composta por papagaios, periquitos, jandaias, maracanãs, sendo as araras as maiores representantes da família.
Dona de uma beleza exuberante, com as cores da bandeira do Brasil – azul, verde, amarelo e branco - a arara-canindé é uma das marcas registradas do Cerrado juntamente com o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.

Também chamada de arara-de-barriga-amarela ou arara-amarela, ela mede cerca de 80 centímetros e é uma das maiores araras que existem no país. Apesar de ser uma ave vistosa, com coloração azul no dorso, e amarelo-dourado na parte inferior desde a face, ventre até o rabo, quando jovens têm as asas e o rabo marrom-acizentado e os olhos pardos.
Possuem um bico forte, adaptado para cortar sementes duras, como as de Buriti, Tucum, Bocaiúva, Carandá e Acurí que fazem parte de sua dieta.

Uma diferença entre a arara-canindé e as demais, é que ela prefere se reproduzir em palmeiras, com o buriti (cujo tronco se vê na foto acima) enquanto que outras araras geralmente se reproduzem em árvores, como por exemplo a arara-azul-grande, ou em paredões, como a arara-azul-de-lear.
Quando chega a época reprodutiva, que vai de agosto a dezembro, formam casais que permanecem fiéis por toda vida. Em geral, põem seus ovos em buracos de troncos ocos, preferindo os ninhos bem profundos para proteger os ovos e filhotes da ameaça de possíveis predadores, como o tucano e primatas de médio porte. O casal põe dois ovos que são chocados principalmente pela fêmea que é visitada e alimentada pelo macho.
Os psitacídeos são um dos grupos que mais sofrem com o tráfico de fauna silvestre, pois sua grande diversidade de cores e capacidade de imitar a voz humana desperta o interesse de pessoas no mundo todo. Embora a arara-canindé não seja considerada como sendo ameaçada, suas populações estão diminuindo e algumas de suas parentes encontram-se fortemente ameaçadas de extinção.
Colaborador e fotos: Ricardo Bonfim Machado