
Treinamentos em Salto Morato
A Reserva Natural Salto Morato ministrou um curso de Trabalho em Altura para os colaboradores, representantes da Polícia Ambiental do Paraná, da SPVS e outros integrantes convidados pela Fundação.

O treinamento para Trabalho em Altura capacita a equipe a lidar com situações de risco, como trabalhos em torres, caixas d’água elevadas, etc. De tempos em tempos, a Reserva promove cursos de segurança. Você pode conferir momentos do treinamento de Resgates e Primeiro Socorros aqui: http://bit.ly/ftcxBf
No último trimestre de 2011, as equipes aprenderam a dirigir veículos 4x4, que são importantes para o trabalho dentro das Reservas porque permitem o deslocamento nas áreas de acesso mais difícil. Confira as fotos aqui: http://bit.ly/wkFoEr
Confira algumas fotos abaixo:






Fotos: Maisa Guapyassu

Passeando pelas trilhas da Reserva Natural Salto Morato, nos deparamos com belezas que só a natureza pode nos oferecer.
Dentre as espécies de nossa flora que enfeitam nossa reserva, estão orquídeas como as do Gênero Prosthechea, que possui mais de 100 espécies bem diferentes entre si espalhadas ao redor do mundo. Essas espécies se distribuem ao longo da região dos neotrópicos, que compreende a faixa entre o México e a América do Sul.
A flor que vemos nas fotos é uma Prosthechea Fausta , uma planta epífita- ou seja, plantas que vivem sobre outras plantas. As plantas desse tipo precisam de uma grande quantidade de umidade e luz, e para isso possuem sistemas próprios para absorverem esses recursos, como por exemplo raízes especializadas.
As orquídeas estão entre as flores mais apreciadas no mundo. O que confere um prazer especial a quem visita a Reserva Natural Salto Morato e pode vislumbrá-las em seu habitat natural.
Fotos: Maricy Rizzato Vismara
Colaboração: Marilia Borgo (identificação da espécie)

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Recentemente, falamos das belas flores de melastomatáceas que enfeitam a nossa Reserva Natural Serra do Tombador. Essas plantas tão coloridas ocorrem em outros biomas além do Cerrado, podendo ser encontradas também na Mata Atlântica, inclusive em nossa Reserva Natural Salto Morato. Uma delas é o manacá-da-serra (Tibouchina pulchra), espécie típica do litoral paranaense que pode alcançar até 10 metros de altura. Em sua floração, a copa de suas árvores fica repleta de flores, atraindo, assim, muitos insetos polinizadores. Outras não alcançam grande estatura. As duas imagens abaixo são provavelmente do gênero Micônia. Na primeira foto, podemos ainda ver os frutos de uma dessas plantas, que pintam de preto a boca de quem os experimenta. Muitas melastomatáceas podem facilmente ser avistadas por todo o Brasil. Talvez até mesmo no jardim de sua casa e você nem sabia! Fotos: Maricy Rizzato






Dentre a grande variedade de fauna que podemos encontrar nas florestas, muitas espécies não costumam posar para as câmeras, seja por seus hábitos noturnos ou por não serem tão comuns.
Mas, assim como os paparazzi, os pesquisadores também têm seus meios de fotografar esses animais mais esquivos. Um deles está sendo usado atualmente na Reserva Natural Salto Morato.
Trata-se da camera trap, um instrumento de pesquisa por amostragem que utiliza sensores de movimento infravermelho ou timer para obter fotos de animais que dificilmente poderiam ser registrados de outra maneira. Além da fauna em estudo, sempre aparecem outros bichos querendo posar para a câmera.
Olha só quem a gente conseguiu flagrar:

Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira)

Gato-maracajá (Leopardus wiedii)
Essas espécies já haviam sido vistas anteriormente pela equipe da Reserva, mas é a primeira vez que as registramos por meio desse equipamento.
Fotos: as imagens fazem parte de um estudo contratado pela Fundação Grupo Boticário e foram cedidas pelo pesquisador Cassiano Fadel Ribas.

Flagramos um gavião-carrapateiro fazendo uma pausa para descansar em uma árvore na Reserva Natural Salto Morato.
Mesmo que você não resida próximo a áreas de Mata Atlântica, é bem possível que já tenha avistado esse gavião, pois se trata de uma ave que ocorre por toda a extensão de nosso país. Pertencente à ordem dos falconiformes, ele normalmente habita pastagens e campos com árvores esparsas, construindo grandes ninhos de ramos secos.
O gavião-carrapateiro tem o hábito de manter um território de reprodução e alimentação, protegendo a área contra a invasão de carrapateiros intrusos. Por isso, quando chega ao seu local de caça, pela manhã, costuma emitir um chamado característico ainda em vôo, como o que você pode ouvir no vídeo acima.
Ele pode se alimentar de lagartas, cupins, ovos de outras aves, carniça e frutas, mas sua principal rotina alimentar consiste em pousar sobre o gado para se alimentar de carrapatos e bernes. E é daí que vem seu nome, “gavião-carrapateiro”.
Vídeo: Maricy Rizzato

Apesar de ser comum na Reserva Natural Salto Morato, ela pode passar despercebida aos nossos olhos. Estamos falando da cobra-cipó, nome popular de um grande número de serpentes. A que vemos no vídeo acima é da espécie Chironius laevicollis. O nome vem de sua aparência, que geralmente se confunde com cipós em árvores e arbustos, onde passa a maior parte do tempo. Essa espécie pode ser encontrada em boa parte do território brasileiro, mas são inofensivas para os seres humanos uma vez que elas não têm peçonha e geralmente tentam fugir a qualquer sinal de perigo. Porém, quando encurraladas, são valentes e podem até enfrentaranimais maiores para conseguir uma rota de fuga. As cobras-cipós se alimentam de lagartos, pássaros e anfíbios, engolindo as presas vivas – o que é característico das espécies com dentição áglifa. Por isso, os únicos que devem temer essa serpente são os bichos dos quais ela se alimenta. Foto e Vídeo: Maricy Rizzato Colaboração: Paulo Sergio Bernarde


A estrutura que vemos nas fotos até lembra uma “casa de abelhas”, mas na verdade é uma antiga “casa de marimbondos” que foi avistada na Reserva Natural Salto Morato. Marimbondo é o nome popular de várias espécies de vespas aqui no Brasil. Apesar do tamanho e da aparência invocada, eles só usam seu ferrão para capturar suas presas (das quais se alimentam) ou para se defenderem. Por isso, como diz o ditado, em vespeiro não se mexe! As mais de 100.000 espécies já catalogadas possuem características bem variadas. Podemos encontrar na natureza vespas que vivem sozinhas ou em colônias, que se alimentam de uma presa específica (especialistas) ou que têm uma dieta variada (generalistas). Algumas constroem seu lar no chão e outras em árvores, como a das fotos acima. Mas o que mais chama atenção é a variedade de cores e formatos que elas apresentam. Fotos: Ernani Werle

Caminhar pela Reserva Natural Salto Morato significa se deparar com uma infinidade de plantas e animais da Mata Atlântica.
Na trilha da Figueira, por exemplo, é impossível não ficar maravilhado, com as samambaias, as bromélias e, em especial, com a Figueira do Rio do Engenho.

Foto: José Paiva Vídeo: Maricy Rizzato
O percurso da trilha tem quase 2,5 km e é ideal para quem gosta de aventura, com pontes, travessas e um trecho que passa pelo rio.
No início do ano, foram iniciados os trabalhos de revitalização com o objetivo de reparar os danos causados por fortes chuvas ocorridas em 2008, que interditaram a trilha. Para garantir a segurança dos visitantes, as pontes estão sendo refeitas, os locais de deslizamentos reformados, além de pequenos retoques pelo caminho.
A previsão para a reabertura da Trilha da Figueira é entre os meses de outubro e novembro de 2011. Que tal agendar um fim de semana nessa época para praticar turismo ecológico?

A colaboradora Maricy Rizzato se deparou com esta cena enquanto caminhava pela Reserva Natural Salto Morato: a algazarra dos tangarás-dançarinos (Chiroxiphia caudata)! Vídeo: Maricy Rizzato
E como a gente sabe se são machos ou fêmeas? Pelas cores e pelo movimento!
É que as espécies dessa pequena ave possuem um forte dimorfismo sexual, ou seja, os machos e as fêmeas são muito diferentes entre si. Os machos, mais exuberantes, possuem uma plumagem azul-celeste, cauda preta e uma coroa vermelha. Eles são coloridos justamente para atrair as fêmeas, que são verde-escuras e mais quietas.
Mas o visual não é suficiente para chamar a atenção delas: eles ainda precisam dançar - e fazem uma bela coreografia em grupo! Os machos se enfileiram em um galho, onde, um por vez, fazem piruetas e pulam, voltando ao fim da fila após a “exibição”.
No vídeo acima você confere o registro feito na Reserva, que mostra um pouco desse ballet que só a natureza pode proporcionar.

Não é só por meio de suas pegadas que os animais deixam vestígios na natureza. Outros sinais também nos ajudam a identificar se algum bicho esteve por perto.
Um exemplo bem comum são as fezes dos animais, que, além de dar ideia de sua localização, ainda nos fornecem uma série de informações.
Neste caso, foi um bugio (Alouatta guariba) que deixou sua marca na Reserva Natural Salto Morato e, com ela, algumas sementes de pelo menos três espécies diferentes de árvores.
O bugio, assim como seu parente do Cerrado, alimenta-se de flores e frutos. Ao final, as fezes do primata ainda servem como dispersoras de sementes, contribuindo para a propagação natural dessas espécies e para a regeneração florestal.
Foto: Maricy Rizzato Vismara