
O penacho de uma maria-leque
A maria-leque-do-sudeste (Onychorhynchus swainsoni) é uma ave da ordem dos Passeriformes e da família Tyrannide. Esta espécie é endêmica da Mata Atlântica e tem esse nome devido ao penacho da cabeça, que parece um leque e serve para impressionar as fêmeas e seus rivais. Essa gracinha tem várias cores pelo corpo, como laranja, vermelho, preto e branco. Os alimentos que ela mais gosta são insetos e frutas.
A maria-leque pode ser encontrada na Reserva Natural Salto Morato, porém é muito difícil de avistar alguma. Se você for para a Reserva e andar silenciosa e atentamente pela trilha da figueira, poderá dar a sorte de encontrá-la, assim como esses felizardos que gravaram o vídeo.

Conheça o lagarto-verde, papa-vento ou, se preferir, camaleãozinho
O lagarto-verde ou papa-vento (Enyalius iheringii) é um dos lagartos mais simpáticos e comuns da fauna brasileira. Seu prato preferido são insetos, que são capturados nos troncos das árvores.
Ele também pode ser chamado de camaleãozinho, por ser muito parecido com os camaleões verdadeiros, encontrados somente na África. Mas como nem toda imitação é perfeita, o lagarto-verde não consegue mudar rapidamente o tom de sua coloração para se camuflar. Inclusive, o fotógrafo conseguiu flagrar este na Reserva Natural Salto Morato.

A espécie foi batizada em homenagem a Hermann von Ihering, um conceituado ornitólogo alemão naturalizado brasileiro que desenvolveu trabalhos pioneiros sobre a fauna e flora brasileiras entre os anos de 1880 e 1924.
Fotos: Acervo Fundação Grupo Boticário

Visita do Colégio Agrícola Rio Negro
A Reserva Natural Salto Morato recebe frequentemente visitas de escolas e colégios, e recentemente tivemos por aqui uma turma de alunos do Colégio Agrícola Rio Negro.


Os alunos, que estão estudando agricultura, puderam ter uma nova percepção de como é trabalhar em uma Reserva. Além disso, bateram um papo com o Eros, administrador da Reserva, que tem uma porção de histórias para contar sobre o dia a dia do lugar. Na visita, eles conheceram também as instalações da Reserva, as trilhas e, é claro, o Salto Morato, uma cachoeira com cerca de 100 metros de queda livre.

Esta foi a segunda visita do Colégio à Reserva Natural Salto Morato. A direção da escola considera a experiência vivenciada pelos alunos tão rica que já planeja agendar outra visitas. E aí, que tal trazer seus alunos pra cá? Entre em contato conosco e agende uma visita:
Contato:
E-mail: morato@fundacaogrupoboticario.org.br
Telefones:
(41) 3381-9671
(41) 9109-6234
OBS: As visitas devem ser agendadas com no mínimo 2 semanas de antecedência.
Fotos: Eros Amaral

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A flor-de-cera ou casca-d’anta é mais uma habitante da Reserva Natural Salto Morato. Nativa da Floresta Atlântica, ela exibe flores vibrantes, de cor amarela e com cálices avermelhados. Seu nome científico é Psychotria nuda.
Vivendo à sombra das grandes árvores, no sub-bosque da floresta, a flor-de-cera pode ser encontrada facilmente nas trilhas da Reserva. Os seus frutos são de um azul-escuro, quase roxo, e chamam a atenção das aves, que são seus principais dispersores.
A flor-de-cera pertence à família das rubiáceas, da qual fazem parte o café e mais outras 13.000 espécies de árvores, arbustos, trepadeiras e ervas. Você certamente irá se encantar com as cores vibrantes dessa simpática planta, dá só uma olhada:

Foto: Maricy Rizzato Vismara

A Reserva Natural Salto Morato foi indicada este ano como atração turística no Guia Brasil 2012 da Revista Quatro Rodas.
O Guia é uma publicação tradicional da editora Abril e apresenta as melhores opções de lazer, hospedagem e turismo em todas as regiões do país.
A edição deste ano foi lançada no final de 2011 e conta com mais de 900 páginas repletas de dicas. Entre elas, está a Reserva Natural Salto Morato, que foi indicada como uma ótima opção de destino para aqueles que curtem ecoturismo. Não é à toa que em 2011 milhares de turistas passaram por lá e conheceram de perto um pedaço do maior e mais bem conservado remanescente de Mata Atlântica do país.

Em seus 2.253 hectares, a Reserva protege paisagens de rara beleza que fascinam os visitantes, como o Salto Morato, uma queda d’água de aproximadamente 100 metros e a Figueira do Rio do Engenho, cuja raiz forma um “portal” sobre os seis metros de largura do rio.

Para quem precisa dar uma pausa e descansar ou simplesmente estar em contato direto com a natureza, Salto Morato é o seu destino ideal! A visita é recomendável para todas as idades, incluindo crianças e idosos.
Serviço:
• Onde fica?
A Reserva está localizada a cerca de 20 quilômetros da sede da cidade de Guaraqueçaba (PR) e a 160 quilômetros partindo de Curitiba. Veja no mapa.
• Quando ir?
Dias de sol ou chuva são bons. Quando chove, o volume da cachoeira aumenta e forma um grande show. Em dias ensolarados, aumenta a coragem para entrar na água, que é um pouco fria, mas ótima para um mergulho. Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30 (entrada até 16h).
• Quanto custa?
A entrada custa R$7. Para o camping, a diária é de R$10 por pessoa.
Fotos: Haroldo Palo Jr e José Paiva

A lontra é uma verdadeira campeã da natação, ela pode chegar a nadar a 12 km/h facilmente! Isso se deve às patas membranas que permitem nadar depressa e a uma cauda forte, comprida e achatada que funciona como um remo.
Esse animal possui uma pelagem com duas camadas, uma externa e impermeável e outra interna usada para o isolamento térmico. O corpo é hidrodinâmico, preparado para nadar em alta velocidade, características que fazem das lontras excelentes nadadoras.
É um animal silencioso e tímido em seus hábitos, difícil de ser observado em um ambiente natural. As lontras são muito desconfiadas, qualquer ruído as fazem desaparecer em segundos. Porém, um visitante da Reserva Natural Salto Morato, biólogo francês David Maucor, teve a sorte de conseguir gravar o encontro com uma delas!
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Confira abaixo algumas curiosidades bem bacanas que separamos sobre essas simpáticas nadadoras.
Existem 13 espécies de lontras, distribuídas em todos os continentes, exceto na Antártica. No Brasil ocorrem duas espécies, de gêneros distintos: a que é conhecida como lontra (Lontra longicaudis) e a que é conhecida como ariranha (Pteronura brasiliensis). As lontras pertencem à família Mustelidae, a mesma do furão, do cangambá, dentre outros.
Têm o corpo alongado, pernas curtas, cabeça alongada e chata e orelhas pequenas e arredondadas. Adaptadas a viverem na água, possuem corpo fino e flexível. O focinho é desprovido de pelos em sua extremidade e apresenta vibrissas longas e finas que ajudam a detectar os alimentos.
As lontras habitam praticamente todos os ambientes aquáticos, desde igarapés, rios, lagos, pântanos, canais de irrigação e banhados até litorais marinhos associados com lagunas de água doce. Também comem um pouco de tudo: crustáceos, peixes, répteis e aves.
Em geral, os indivíduos de Lontra longicaudis atingem de 55 a 120 centímetros de comprimento (incluindo a cauda) e pesam até 15 quilos. Embora sua carne não seja comercializada em larga escala, a lontra faz parte da lista de animais ameaçados de extinção, principalmente, pelo alto valor da sua pele e pela depredação dos ecossistemas aos quais a lontra está adaptada.
Além de rara, a espécie tem um papel muito especial no meio ambiente. São animais carnívoros do topo da cadeia alimentar, ou seja, não têm nenhum outro animal especializado em se alimentar de lontras, apesar delas poderem ser comidas esporadicamente por onças, jacarés e sucuris.
Por serem animais do topo da cadeia alimentar, influenciam no equilíbrio das populações das presas de que se alimentam, principalmente de algumas espécies de peixes. Dessa forma, a ausência de lontras pode ocasionar um desequilíbrio na quantidade e nos tipos de peixes presentes em um determinado ambiente natural.
Além disso, as lontras são animais oportunistas: alimentam-se principalmente daqueles indivíduos mais fáceis de serem capturados. Dessa forma podem alimentar-se dos indivíduos mais fracos e doentes, impedindo que a enfermidade se espalhe para os demais.
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Vídeo: David Maucor

Há algum tempo a Casa de Hóspedes e a Administração da Reserva Natural Salto Morato foram palco de um grande mistério, digno dos casos de Sherlock Holmes. Durante algum tempo, esses locais passaram a receber visitas misteriosas, que chegavam sem serem notadas, remexiam as salas e partiam tão imperceptíveis quanto chegavam.
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Após diversas análises dos rastros deixados por esses misteriosos visitantes, como restos de presas e até algumas fezes, finalmente desvendamos o mistério: as visitas eram feitas por exemplares da espécie Tonatia bidens, também conhecidos como morcegos-de-orelhas-redondas.
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Únicos mamíferos capazes de voar, os morcegos representam um quarto de todas as espécies de mamíferos do mundo. Pertencentes à ordem Chiroptera, eles se dividem em mais de 1.100 espécies; só no Brasil ocorrem cerca de 160 delas. Dessas, mais de 30 já foram identificadas em Salto Morato.
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Sua dieta alimentar foi a principal “pista” para desvendarmos o mistério. Os morcegos comem frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes, dentre outros. Assim, até a aparente “sujeira” deixada por eles na Reserva com seus restos de comida, foram úteis para gerar dados científicos.
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Um exemplo disso é a própria espécie Tonatia bidens, que há poucos anos era conhecida apenas nas regiões sudeste e nordeste do Brasil e que hoje sabe-se que também é um habitante da região sul do país, inclusive fazendo estadia na Reserva Natural Salto Morato.
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Sabe-se pouco sobre a origem dos morcegos, já que seus esqueletos pequenos e delicados não fossilizam bem. A maioria dos morcegos possui um sexto sentido, aliado aos cinco a que nós humanos estamos acostumados: a ecolocalização, ou seja, orientação por ecos.
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Esse sentido funciona basicamente da seguinte maneira: o morcego emite ondas ultrassônicas pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam na forma de ecos que são percebidos pelo morcego. Com base no tempo em que os ecos demoraram a voltar, nas direções de onde vieram, e em sua frequência relativa, os morcegos sentem se há obstáculos no caminho, assim como suas distâncias, formas e velocidades relativas.
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Esse sentido é especialmente útil para caçar insetos voadores, mas também para se comunicar com outros indivíduos da mesma espécie.
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A expectativa de vida do morcego vai de quatro a trinta anos, variando muito conforme a espécie. De maneira geral, há poucos animais capazes de caçar um morcego. No Brasil, eles estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. Perseguí-los, matá-los ou caçá-los é considerado crime.
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Créditos fotos: Marcelo Rubio

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Aperte o pause e curta o que a natureza tem de bom!
São 2.253 hectares de natureza que fascinam visitantes do Brasil e do mundo desde que foi aberta ao público, em 1996. Além da exuberante beleza natural, com paisagens incríveis como o Salto Morato, uma queda d’água de cerca de 100 metros de altura, a Reserva Natural Salto Morato oferece excelente infraestrutura: trilhas interpretativas, quiosques, aquário natural para banho, camping, laboratório de apoio e alojamento para pesquisadores, além de centro de capacitação.
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A Reserva é um ótimo refúgio para os que procuram descanso, contemplação e contato direto com a natureza. Quem passa por ela, leva a paisagem na memória e também a responsabilidade de contribuir para a conservação da natureza!
Serviço:
• Onde fica?
A Reserva está localizada a cerca de 20 quilômetros da sede da cidade de Guaraqueçaba (PR) e a 160 quilômetros partindo de Curitiba.
• Quando ir?
Dias de sol ou chuva são bons. Quando chove, o volume da cachoeira aumenta e forma um grande show. Em dias ensolarados, aumenta a coragem para entrar na água, que é um pouco fria, mas ótima para um mergulho.
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30.
• Quanto custa?
A entrada custa R$7.
Para o camping a diária é de R$ 10 por pessoa.

Um pedaço da Mata Atlântica para conhecer e se desligar dos problemas. Conheça a Reserva Natural Salto Morato!
Localizada na Mata Atlântica, a Reserva Natural Salto Morato é um lugar onde você pode conhecer de perto as belezas desse bioma e desfrutar de suas paisagens naturais, como o Salto Morato, - uma queda d’água com cerca de 100 metros de altura, em um passeio no qual o contato com a natureza encanta e ensina.
As opções de lazer agradam a todos os gostos: desde os aventureiros, que podem fazer trilhas e acampar em meio à floresta, até os mais sossegados que preferem desfrutar de piscinas naturais e cachoeiras. Tudo sempre com a companhia de plantas e animais de beleza ímpar!
A Reserva Natural Salto Morato está aberta à visitação de terça a domingo e é uma ótima opção de passeio, seja nas férias ou em finais de semana. A visita é recomendável para todas as idades, incluindo crianças e idosos.
Serviço:
• Onde fica?
A Reserva está localizada a cerca de 20 quilômetros da sede da cidade de Guaraqueçaba (PR) e a 160 quilômetros partindo de Curitiba.
• Quando ir?
Dias de sol ou chuva são bons. Quando chove, o volume da cachoeira aumenta e forma um grande show. Em dias ensolarados, aumenta a coragem para entrar na água, que é um pouco fria, mas ótima para um mergulho. Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30.
• Quanto custa?
A entrada custa R$7. Para o camping a diária é de R$ 10 por pessoa.