
Curso de primeiros socorros

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza promoveu em abril um curso de primeiros socorros na Reserva Natural Serra do Tombador (RNST).


Fotos: Danilo João Tenfen / Daniele Gidsicki

Reserva Natural Serra do Tombador comemora 5 anos
Este mês, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza comemora cinco anos da Reserva Natural Serra do Tombador. A reserva é a maior RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do estado de Goiás, a uma das maiores do Cerrado e foi adquirida pela Fundação em abril de 2007, com o apoio da The Nature Conservancy (TNC).
“O principal objetivo dessa área protegida é conservar a amostra do Cerrado onde está localizada e promover e incentivar atividades de pesquisa e de uso público”, explica Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. Sua localização, no município de Cavalcante (GO), a 22 quilômetros do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e dentro da Reserva da Biosfera do Cerrado Goyaz, contribui de modo efetivo para esse objetivo.

Paisagem do Cerrado: a Reserva Natural Serra do Tombador colabora para a conservação do segundo bioma mais ameaçado do país.
São 8.730 hectares no bioma Cerrado. A área foi reconhecida em 2009 como RPPN pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Parabéns à Reserva Natural Serra do Tombador!
Continue acessando o Direto da Reserva pra ler sobre os aspectos interessantes e as curiosidades do dia a dia das reservas da Fundação.

Fim das chuvas no Cerrado
Típico do Brasil e com o clima predominantemente tropical, o Cerrado tem duas estações bem definidas: o inverno seco e o verão chuvoso.
O auge das chuvas, que acontece nos meses de dezembro e janeiro, já acabou. Agora em abril é hora de começar a se despedir dessa época cheia de vida e iniciar o preparo para enfrentar a seca, que será prolongada de cinco a seis meses.
Diferente do início do ano, quando contamos com chuvas constantes na Reserva Natural Serra do Tombador, temos algumas pancadas ocasionais no Cerrado, como esta da foto:

Foto: Danilo Tenfen

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No folclore caboclo, reza a lenda que para participar de uma festa no céu o Bacurau emprestou penas de diversos pássaros. Porém, no dia seguinte, não as devolveu e foi castigado por São Pedro, tornando-se uma ave de hábitos noturnos que solta o grito “amanhã eu vou”, referindo-se a devolução das penas.
O Bacurau é uma espécie cheia de hábitos muito curiosos. É uma ave que prefere passar a maior parte do tempo no chão, onde dorme durante o dia todo e, para não ser incomodado, aproveita sua plumagem para se camuflar entre a vegetação rasteira.
É também no chão que faz seu ninho, a fêmea põe os ovos em campo aberto e os choca sozinha. Se perturbada, não pensa duas vezes e muda o ninho para outro lugar, puxando os ovos e andando de marcha-à-ré.

Conhecidos por diversos nomes como Bacurau, Curiango, Ibijau, Acurana ou A-ku-kú, essa ave faz parte da família Caprimulgidae, que no Brasil conta com cerca de 24 espécies diferentes. A maioria é muito semelhante entre si, sendo que apenas pequenos detalhes na coloração das penas permite distingui-las. É o caso da ave da foto, fotografada na Reserva Natural Serra do Tombador.
Trata-se de um bacurau-de-asa-fina (Chordeiles acutipennis) ou de um bacurau-norte-americano (Chordeiles minor). São quase idênticas, ambas as espécies ocorrem na mesma região, e são migratórias. Para ser identificada, seria necessário ver o ponto e extensão da mancha branca da asa.
O macho da espécie bacurau-de-asa-fina é marrom-acinzentado com a garganta branca e uma faixa branca na cauda; já a fêmea apresenta a garganta amarelada e não tem a faixa branca na cauda. O bacurau-norte-americano macho difere-se por possuir uma mancha branca na garganta e em tom mais amarelado nas fêmeas, além disso, ambos os sexos possuem o peito e a barriga listrados.
Embora até possam lembrar uma coruja, não há parentesco entre elas. Ao contrário das corujas, que usam suas garras e bicos afiados para caçar e comer suas presas, os Bacuraus caçam insetos em pleno vôo. São verdadeiros acrobatas voando e graças à capacidade peculiar entre as aves desse grupo de abrir amplamente o bico, capturam mais facilmente os insetos, sua principal fonte de alimento.
Seus grandes olhos ajudam a identificar a presa no escuro e é a sua grande arma de caça, pois os Bacuraus possuem uma estrutura como um espelho no fundo dos olhos que reflete a luz e aumenta sua habilidade de ver no escuro. Ouça o seu canto aqui.
Colaboração: Fernando Straube
Foto: Maricy Rizzato Vismara

Essa pequena ave de máscara preta e branca e bico avermelhado é um joão-bobo (Nystalus chacuru). Essa espécie de ave da família Bucconidae pode ser vista do norte do Brasil até o nordeste da argentina e também na Reserva Natural Serra do Tombador, normalmente fazendo o que sabe melhor, ficar parado.

Mas não pense que ele fica parado por preguiça. Na verdade, essa é sua estratégia de caça. Quando quietos, eles são mais difíceis de serem detectadas, pegando suas presas - pequenos vertebrados e insetos - desprevenidas.

Sua melhor arma, entretanto, faz com que ele se torne alvo fácil para captura quando consegue ser visto. E é daí que vem o seu nome.
Créditos: Rafael Bessa Alves de Carvalho

Durante um trabalho de monitoramento das trilhas da Reserva Natural Serra do Tombador, os colaboradores Gilson e Lúcio se depararam com pegadas bem peculiares às margens do Rio Conceiçãozinho, que corre na Reserva. Pelo formato delas, acreditamos que se tratava de um jacaré-paguá (Palesouchus palpebrosus), espécie com vasta distribuição no território brasileiro, inclusive em matas localizadas à beira de cursos d’água na região do Cerrado. O jacaré-paguá é bastante arredio e raramente é avistado ou registrado, dificultando o estudo de suas características pela a ciência. Um dos principais motivos dele ser tão esquivo é a caça predatória e degradação de seu habitat natural, fazendo com que ele se esconda em locais de difícil acesso tão logo perceba alguma movimentação humana. Na Reserva, entretanto, ele pode caminhar tranquilamente sem medo de ser incomodado, mas mesmo assim ele não quer saber de posar para foto! Foto: Gilson Berberino


Dentre as plantas que enfeitam nossa Reserva Natural Serra do Tombador, exemplos bastante comuns - e igualmente belos - são os da família melastomataceae. O nome deriva do grego melas “preto” e stoma “ boca”, em referência aos frutos de muitas delas que deixam a boca de quem os experimenta na cor preta.
Há cerca de 5.000 espécies dessa família, uma característica similar para quase todas são as nervaturas das folhas, como se vê na foto.

Outras se diferenciam entre si apenas em função de pequenos detalhes, como por exemplo, a textura de suas folhas: lisas ou com pelos.
Além de dar um colorido especial à nossa Reserva, algumas melastomatáceas costumam ser plantadas em cidades e parques para fins ornamentais, como por exemplo, a quaresmeira. E se a coloração delas encanta os olhos humanos, também é um artifício útil para a reprodução, atraindo insetos polinizadores.
Fotos: Maricy Rizzato

Quem vive o dia a dia de nossas Reservas já se acostumou a estar sempre atento para os pequenos tesouros que podem ser encontrados por lá. Na Reserva Natural Serra do Tombador, a observação minuciosa de nossa colaboradora Maricy Rizzato resultou no encontro com um ser que busca abrigo em uma de nossas áreas protegidas. Trata-se do pequeno besouro dourado mostrado nas fotos.
O inseto pertence à família curculionidae, é apenas uma das mais de 62.000 espécies dessa família de besouros das mais variadas cores, formas e tamanhos. Seres parecidos com esse besouro podem ser vistos até mesmo no parque pertinho de sua casa. Basta uma atenção a mais e apreciar. Foto: Maricy Rizzato


Inibir a presença de caçadores e verificar se há gado entrando no perímetro da Reserva Natural Serra do Tombador são medidas preventivas importantes para preservar a sua integridade e faz parte do trabalho de conservação feito na Reserva. Para isso, é feito um incansável patrulhamento por todo o perímetro da área e para nos ajudar a percorrer os mais de 50km de extensão, contamos com a ajuda de nossa Rainha. A Rainha é uma mula que é usada como montaria pela nossa equipe de monitoramento, já que há muitos caminhos difíceis de percorrer usando veículos motorizados – que poderiam incomodar a fauna do local. As mulas, também conhecidas como ‘semoventes’ são animais bastante silenciosos, resistentes e conseguem percorrer grandes distâncias. Nossa Majestade vai ganhar em breve a companhia de mais três outros semoventes. Assim, além de podermos fazer o monitoramento em duplas, garantimos segurança à equipe e daremos descanso para a Rainha. Foto: Marcia Lopes

Dois franqueados das lojas O Boticário embarcaram com seus acompanhantes em uma aventura pelo Cerrado para uma visita à Reserva Natural Serra do Tombador. Eles foram sorteados na última Convenção dos Franqueados realizada em 2010, dentre aqueles que contribuem voluntariamente com a Fundação Grupo Boticário. Entre os dias 12 e 15 de abril, Rosângela e Joaquim Mariano – de Imperatriz (MA) – e Marcello Chioratto e Carolina Matana – do Guarujá (SP) – puderam apreciar as belezas da Reserva e ainda conhecer o trabalho desenvolvido pela Fundação no local. Eles também caminharam pela mata, observaram espécies peculiares da flora local - como as flores pepalanto e a canela-de-ema -, isso sem deixar de tomar um belo banho de rio para refrescar e curtir o pôr do sol no mirante. Melhor ainda que desfrutar dos atrativos naturais do Cerrado é contemplá-los sabendo que você ajuda a protegê-los. E é esse sentimento que os franqueados levaram para casa. Agora, mais do que nunca, Marcello e Rosângela têm a certeza de que vale a pena investir na conservação da natureza.


